Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

COLUNA PERFIL

Entrevista com Mayana Neiva

Em “Éramos Seis”, a atriz fala dos caminhos para compor a sedutora Karine
10/03/2020 14:11 - Caroline Borges/TV Press


 

Mayana Neiva tem larga experiência dentro das novelas. Ainda assim, a atriz prefere optar por uma construção cautelosa de seus trabalhos. Ao entrar na trama de “Éramos Seis”, ela buscou o máximo de referências e inspirações para compor a sedutora Karine. Afinal, ao longo dos capítulos, ela teria de lidar com diversas surpresas e reviravoltas em sua trama. “Eu já entrei com a novela caminhando. Então, é sempre uma coisa mais acelerada. Como a novela já havia sido escrita anteriormente, era um pouco mais estável do que outras narrativas. Então, usei muitas referências de filmes como ‘Garota Dinamarquesa’ e ‘O Talentoso Ripley’. Trabalhei, na verdade, com a ideia de humanizar uma personagem que traz uma série de pontos polêmicos, humanizando essas questões, enfim trabalhando com os diretores para trazer um 360º de uma história de conflitos”, defende.

Na história escrita por Angela Chaves, Karine é a segunda esposa de Assad, interpretado por Werner Schünemann. Mais jovem do que o marido, ela é fútil e prepotente, tendo uma relação de interesse com o turco. Inicialmente, não conseguia se entender com a enteada Soraia, papel de Rayssa Bratillieri. Porém, as duas acabam se aproximando quando Karine ajuda a jovem a conquistar Julinho, de André Luiz Frambach. Karine também protagonizou alguns encontros com Alfredo, vivido por Nicolas Prattes. “A novela discute questões de família e Karine é uma personagem misteriosa. Em 1930, o casamento posicionava a mulher na sociedade e, por isso mesmo, um segundo casamento era uma questão, um acontecimento que abalava a estrutura da casa. É uma personagem com muitas camadas inesperadas para a trama. Tenho achado bem interessante esse desvelar de camadas”, defende.

Antes de integrar o elenco de “Éramos Seis”, Mayana esteve dedicada a projetos de menor duração, como a série “A Vida Secreta dos Casais”, da HBO, e o filme argentino “Água Selvagem”. Sua última novela havia sido “O Outro Lado do Paraíso”, exibida em 2017. “‘O Outro Lado do Paraíso’ teve um valor super positivo para mim. Conviver com a Laura Cardoso, com a Fernanda Montenegro, com todas aquelas grandes atrizes, até a própria Glorinha (Glória Pires), foi incrível. Então, voltar às novelas foi uma coisa especial, é um jeito de se comunicar com o grande público e sempre tenho muito prazer nisso, nessa troca ampla que a tevê aberta traz”, valoriza.

Aos 36 anos, Mayana Neiva surgiu na tevê na artística microssérie “A Pedra do Reino”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho. De lá para cá, a atriz chamou a atenção de diretores e autores da emissora, conquistando diversos papéis de destaque. Após participar de “Sangue Bom”, em 2013, Mayana embarcou para Nova Iorque, onde fez cursos e ficou em cartaz com a peça “Cowboy Mouth”. Em quase cinco anos fora do país, ainda esteve na Argentina, Uruguai e Inglaterra. “Esse período morando fora acrescentou muito na forma como eu apresento e encaro meu trabalho. Trabalhar em Nova Iorque, por ser um mercado competitivo, forte e inspirador, me fortaleceu como atriz. E pessoalmente também fui muito enriquecida pelas experiências pessoais e de meditação. Marcou para sempre a minha vida”, ressalta.

 
 

Dentro da lei

Além de “Éramos Seis”, Mayana Neiva também poderá ser vista como a protagonista da série “Rotas do Ódio”, do Universal TV, que estreia sua quarta temporada no próximo dia 22. A produção acompanha a rotina da Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo, comandada pela delegada Carolina, vivida por Mayana. Por conta da diversidade de assuntos da série, a atriz considera o projeto um dos mais importantes de sua trajetória. “Acho que é um dos personagens mais marcantes, mais especiais, não só pelo que me toca como atriz, mas porque me desafia em muitos contextos. É uma delegada, mas ela chora, ri, está à frente, ela tem de ter uma série de vertentes que é muito interessante para mim como atriz. Mas, ao mesmo tempo, é uma série que toca em temas muito atuais como intolerância, diversidade, observação da diferença, diversas questões muito contemporâneas e urgentes no nosso tempo. Me sinto honrada em participar”, valoriza.

Para viver a delegada Carolina, Mayana conheceu e observou a rotina de profissionais da Polícia Civil. Essa proximidade da realidade de delegacias foi extremamente importante para a atriz ampliar sua visão de mundo a partir da arte. “Para mim, foi bem interessante e me deu uma visão clara das belezas e das contradições de ocupar esse lugar, tão questionável hoje no Brasil, que sofre tantas miradas diferentes. A Justiça é um conceito muito amplo e a minha personagem Carolina, pelo menos, é uma pessoa que busca justiça, então é uma coisa ainda mais especial dentro desse contexto”, defende.

Instantâneas

# O convite para “Éramos Seis” surgiu através do diretor Pedro Pelegrino. “Ele é uma pessoa maravilhosa e já trabalhamos juntos muitas vezes, inclusive em ‘O Outro Lado do Paraíso’”.

# Mayana é formada em Direito e em Letras.

# Para o atual folhetim das seis, Mayana leu a obra homônima de Maria José Dupré.

# Mayana é autora da obra infantil “Sofia”, lançada em 2011.

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.