Correio B

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz e escritora Ana Jeckel

"Sinto que, cada vez mais, as novas gerações estão sentindo falta de uma vida que não viveram, de um tempo em que não eram nascidos. Uma nostalgia da vida analógica, fora das telas"

Continue lendo...

Ana Jeckel é um novo fenômeno da literatura juvenil. Com 25 anos, seu sexto livro “Kiwi e os Garotos Perdidos”, lançado em junho, já ficou em primeiro lugar em algumas categorias de mais vendidos da Amazon e já foi para sua segunda tiragem.

E, durante a Feira do Livro de São Paulo, conquistou o 3º lugar dos mais procurados de todo o catálogo da Editora Rocco. Inclusive, no mesmo evento, a gaúcha foi a segunda autora mais vendida, ficando atrás apenas de Clarice Lispector.

Agora, Ana Jeckel vai participar de vários eventos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em setembro. A escritora estará no estande da Rocco nos dias 5 (às 13h) e dia 13 (às 14h) fazendo tarde de autógrafos de “Kiwi e os Garotos perdidos”.

O livro conta a história de Nalu, um rapaz que se muda para Ilhabela e junta seu grupo de amigos de infância para ir atrás de um tesouro pirata escondido na ilha. Voltada para o público adolescente, a obra aborda temas como amizade, luto e a dificuldade de crescer.

Também na Bienal, em setembro, Ana Jeckel vai participar de uma mesa do estande da Skeelo no dia 8 (às 16h) e estará no estande da Editora Flyve para o lançamento de “Nadia Keane 5: A Maldição de Olho-Rubro”.

O livro conta sobre Dimitri, um garoto que é resgatado sem memórias por um navio pirata. Entre os temas abordados estão liberdade, aventura e pertencimento, além de descobertas pessoais e a busca de seus sonhos. A obra faz parte da coletânea “Nadia Keane”, que já vendeu mais de 15.000 cópias.

Com 8 anos de carreira artística, Ana Jeckel também é atriz e já participou da série “Tudo Igual… SQN”, do Disney+ , e da série “Juacas”, do Disney Channel. No Youtube, protagonizou a websérie “May@“, que lhe rendeu indicações a prêmios na Itália (vencendo como Melhor Atriz do Digital Midia Festa em 2022), na Asia e no Brasil. Seu último trabalho atuando foi no filme “Talismã”.

Ana Jeckel ainda é cantora e compositora e já lançou algumas músicas. Seus clipes podem ser vistos no seu Instagram e no Youtube. Já as canções estão disponíveis em seu canal no Spotify.

Ana é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana e em entrevista ao Caderno ela fala sobre sua carreira, literatura e Bienal do Livro.

Ana Jeckel é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Márcia Molina - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Ana Jeckel está vivendo um momento profissional de muito sucesso. Seus livros estão nos mais vendidos da Amazon e entre os mais vendidos do catálogo da Editora Rocco. Como recebe essas notícias com apenas 25 anos de idade? E como elas impactam na sua carreira de apenas 8 anos?
AJ -
 Estou muito feliz de poder acompanhar números tão bons na minha primeira publicação com uma Editora Tradicional. Muitos que me conheceram agora diriam que é "sorte de principiante", talvez ignorando toda a minha carga que veio antes disso.

Foram 8 anos até hoje de aprendizados na publicação independente, muita luta e esforço para ganhar espaço no mercado editorial, então é extremamente gratificante perceber que essa dedicação ao longo dos anos está dando resultado.

Sinto que é só o primeiro passo, o começo de uma nova fase. 8 anos de carreira... quer dizer, ainda sou um bebê! Tenho muitos livros ainda para escrever para me consolidar como uma grande autora nacional e isso é muito estimulante para mim. 

CE - Recentemente, você foi a segunda autora mais vendida na Feira do Livro, de SP, só ficando atrás de Clarice Lispector. Qual a sensação de estar já estar entre os nomes mais procurados da literatura brasileira? 
AJ -
 É surreal! Fui descobrir só muitos dias depois e fiquei chocada. Estamos falando de Clarice Lispector, a autora mais vendida da Editora Rocco, então ficar ao lado dela é uma honra sem tamanho.

É muito bom poder ver que finalmente, com meu novo livro "Kiwi e os Garotos Perdidos" indo para as grandes livrarias e eventos, o meu nome passou a um peso diferente. As pessoas estão apenas começando a ouvir falar de Ana Jeckel... mas quero aproveitar o momento para conquistar cada vez mais esse espaço.

CE - Em breve, você vai a Bienal do Livro, em SP. Como é para um autor poder participar de um evento tão grandioso? E qual a importância de estar frente a frente com seu público autografando suas obras?
AJ - 
A Bienal do Livro é um evento totalmente diferente de todos os outros, então sempre é muito gratificante poder participar. Leitores de todos os cantos do Brasil viajam horas, às vezes dias, para poder me encontrar por alguns minutos e autografar seus livros, e isso não tem preço para mim.

Cada história me emociona. É poder estar de frente com tudo aquilo que sempre se desejou. O processo de escrita de um livro sempre é muito solitário... e quando ficamos sabendo que um título que escrevemos está vendendo bem, milhares de cópias, não conseguimos ter a dimensão do que significam esses números até estarmos de frente com milhares de rostos.

Milhares de jovens que vem me abraçar, chorando, me presenteando com desenhos e artesanatos feitos por eles, simplesmente para me agradecer por ter mudado a vida deles com o meu livro. É nessa hora que sei que o que eu faço é mágico. E é esse sentimento que guardo no peito todos os dias.

CE - Onde busca inspiração para escrever suas obras? Como faz suas pesquisas?
AJ -
 As inspirações surgem como os carros passam na rua. Nunca se espera quando vão surgir de uma curva, mas às vezes te atingem em cheio, quando você menos espera.

Quando estou no banho ou prestes a dormir, me vêm diálogos completos na cabeça ou uma ideia totalmente nova para um livro novo e eu preciso mantê-la viva na minha mente até conseguir escrevê-la no papel para não esquecer.

Gosto muito de viajar também, abrir os meus horizontes para novos mundos, novas percepções, culturas e paisagens nunca antes vistas por mim. Não há melhor inspiração do que abrir os olhos e simplesmente observar o mundo ao nosso redor. E claro, leio muitos livros, estudo, ouço músicas, assisto a filmes. Repertório é tão importante quanto. 

CE - E como surgiu seu interesse por escrever? Como escolheu se dedicar aos livros para o público jovem?
AJ -
Sempre gostei muito de escrever, desde que sou criança. Sempre foi a minha melhor ferramenta de comunicação e eu amo contar histórias e inventar personagens e universos desde que posso me lembrar como gente. O amor pelo público jovem vem pela minha própria experiência como leitora.

Ainda consigo lembrar da sensação mágica de abrir um livro de fantasia e aventura quando eu tinha doze anos de idade. A pré-adolescência e a adolescência são fases complicadas, muitas vezes solitárias, e o que eu mais prezo é que os meus livros possam ser, acima de tudo, um refúgio para esses jovens.

Que meus personagens se tornem amigos deles e que eles possam sorrir quando estão lendo. Gosto de escrever aquilo que eu gostaria de ter lido aos treze anos de idade. 

Ana Jeckel é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Márcia Molina - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Como é escrever para um público cada vez mais conectado?  Qual o segredo para despertar o interesse dos jovens pela literatura?
AJ -
 A gente se engana quando acha que o jovem não gosta de ler. Sinto que, cada vez mais, as novas gerações estão sentindo falta de uma vida que não viveram, de um tempo em que não eram nascidos. Uma nostalgia da vida analógica, fora das telas.

De histórias que conectem de verdade. Claro que a teoria e a prática são muito diferentes, porque preciso usar dos artifícios atuais para vender o meu livro que vende essa nostalgia.

Utilizo muito das redes sociais para a minha divulgação e foco muito nas referências que eu tenho em comum com o meu livro, como por exemplo, "Piratas do Caribe" e a série de livros de "Percy Jackson e os Olimpianos".

Então eu vendo a ideia de que, se eles gostam dessas coisas, provavelmente também gostarão do meu livro. E claro, eu vendo a ideia do pertencimento. Em um mundo tão "conectado", mas tão solitário que vivemos hoje em dia, tudo o que queremos é pertencer a um lugar, uma tribo, um grupo de amigos que gostem das mesmas coisas que nós.

Já perdi as contas de quantos jovens se tornaram melhores amigos por conta dos meus livros, em eventos presenciais e até em grupos on-line. Isso é sensacional!

CE - Temos visto cada vez mais livros sendo transformados em produções do audiovisual. O que você pensa sobre isso? Sonha em ver suas obras na TV e no cinema?
AJ - 
Meu grande sonho! Como sou atriz de profissão antes mesmo de ser escritora, na hora de escrever uma história, uma cena ou um diálogo, eu penso em audiovisual.

Eu imagino a movimentação dos personagens como se fossem atores e escrevo os capítulos em formato de roteiro antes de passar para prosa. Então, sinto que é uma questão de tempo para que as minhas histórias, que nascem para a televisão e o cinema, mas são destinadas a se tornarem livros primeiro, conquistem outras mídias. 

CE - Você também é atriz, cantora e compositora. Pensa em voltar a fazer trabalhos nessas áreas? Pensa, inclusive, em escrever algo para você mesma atuar? 
AJ - 
Sinceramente, nunca amei tanto uma arte como amo a escrita. Meus olhos brilham de uma maneira que não brilhavam na atuação ou na música antes.

Mas não quero deixar essas partes de mim de lado, muito pelo contrário. Quando estou escrevendo, estou atuando também. Estou me colocando no papel de cada personagem para imaginar como ele está agindo em cena. E sobre a música, eu componho para os meus livros.

Alguns deles têm letras escritas e cantadas pelos personagens nas páginas e eu até ensino os meus leitores a cantar também! É muito legal. 

Atualmente não penso em escrever algo somente para que eu possa atuar, mas nunca se sabe. Gosto da ideia, uma vez que sou uma super fã de Phoebe Waller-Bridge e da série Fleabag, que nasceu justamente assim. 

CE - Quais seus sonhos profissionais? Já tem ideias para novos livros?
AJ - 
Meus grandes sonhos profissionais são ver os meus livros se tornando obras audiovisuais e poder publicá-los em outros países também. Quero que as minhas histórias conquistem o mundo. Tenho leitores de e-books no Japão!

Quero que eles possam ter os meus livros físicos em mãos também. Tenho muitos potenciais leitores em Portugal e nos Estados Unidos também. Se algum dia eu puder ver as minhas histórias traduzidas por aí, vou me sentir verdadeiramente realizada.

Sobre ideias para novos livros... eu tenho dezenas! A dificuldade é escolher qual será a próxima que eu vou escrever, porque todas são tão interessantes que eu tenho vontade de escrevê-las todas de uma vez. 

CE - E o que Ana Jeckel gosta de ler?
AJ - 
Gosto de ler um pouco de tudo, mas sou uma grande fã de suspense e mistério, nascida no mesmo dia que a nossa rainha Agatha Christie. Um gênero que, sinceramente, acho que nunca serei boa o suficiente para escrever. Amo ler os clássicos também.

Meus livros favoritos são "Peter Pan e Wendy" de J. M. Barrie, "Capitães de Areia" de Jorge Amado,  "O Código da Vinci" de Dan Brown e "The Outsiders: Vidas Sem Rumo" de S. E. Hinton. Pode-se dizer que sou louca por histórias de jovens desajustados tentando encontrar seu lugar no mundo.

Atualmente estou lendo "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott e, para citar alguns autores contemporâneos, sou uma grande fã de Rebecca Kuang, Donna Tartt, Maggie Stiefvater, V. E. Schwab e Holly Jackson. Todas são escritoras incríveis em quem eu me inspiro muito.

Mas talvez a minha maior inspiração seja Rick Riordan, o escritor que moldou a minha juventude com seus livros de adolescentes lutando contra monstros mitológicos e mergulhando em aventuras épicas

 

 

ESPETÁCULO

Versos de Mario Quintana se transformam em música e teatro em uma celebração à infância

"Crianceiras Mario Quintana" será apresentado no Teatro Glauce Rocha no sábado e domingo e une poesia, música e teatro em uma celebração à infância e à chegada da primavera

08/09/2026 09h00

Espetáculo celebra a vida e obra de Mario Quintana e marca a chegada da primavera

Espetáculo celebra a vida e obra de Mario Quintana e marca a chegada da primavera Divulgação

Continue Lendo...

Antes de ganhar palcos pelo Brasil, o projeto Crianceiras nasceu em Mato Grosso do Sul. Agora, depois de percorrer diferentes cidades e conquistar espaço também nas escolas, a iniciativa criada pelo cantor e compositor Márcio de Camillo retorna a Campo Grande para um encontro carregado de memórias, poesia e simbolismo.

No sábado e domingo, o Teatro Glauce Rocha recebe “Crianceiras Mario Quintana – Poesias Musicadas por Márcio de Camillo”. As apresentações começam às 16h e celebram os 120 anos de nascimento do poeta gaúcho Mario Quintana.

Para Camillo, porém, a passagem pela Capital representa mais do que uma nova temporada. Criado em Campo Grande desde os 10 anos, o artista volta a um palco que acompanhou parte de sua trajetória e onde guarda lembranças pessoais e profissionais.

“Eu tenho muitas histórias nesse teatro e respeito muito esse espaço. Para mim, é um dos grandes teatros da cidade e do Brasil”, afirma.

O espetáculo chega à cidade justamente no período que antecede a primavera, elemento que ocupa lugar importante na narrativa construída em cena.

A transformação de um ambiente inicialmente cinzento e solitário em uma celebração coletiva, marcada por cores, sons e personagens, acompanha o percurso da montagem.

“Começa com uma pessoa solitária no palco e termina numa grande festa, numa celebração da primavera. Fazer isso em Campo Grande, justamente nesse período, deixa tudo ainda mais simbólico”, comenta o compositor.

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO

A relação de Márcio de Camillo com Mario Quintana começou muito antes de o poeta se transformar em personagem central de um espetáculo. O encontro aconteceu por meio de um professor.

Foi mestre João, seu professor de literatura, quem lhe deu de presente uma edição da “Antologia Poética” de Mario Quintana. A leitura despertou uma relação que atravessaria os anos e, mais tarde, encontraria uma nova forma de expressão na música.

A lembrança também ajuda a explicar uma das características centrais do Crianceiras: a relação com a educação. Desde suas primeiras apresentações, o projeto passou a ser utilizado por professores como ferramenta para apresentar a poesia a crianças e adolescentes.

“Eu cheguei à poesia por causa da educação. Então, essa homenagem também é para os educadores que, às vezes, são responsáveis pelo sonho de uma pessoa”, diz.

A proposta é mostrar que a poesia não precisa ocupar um lugar distante ou difícil de alcançar. Para Camillo, a linguagem de Mario Quintana permite justamente esse encontro entre literatura e infância.

“É uma poesia inteligente, e a criança é plenamente capaz de compreender poesia”, afirma.

Espetáculo celebra a vida e obra de Mario Quintana e marca a chegada da primaveraProjeto foi idealizado por Márcio de Camillo que assume voz, violão e viola caipira - Foto: Divulgação

O ESPETÁCULO

Em “Crianceiras Mario Quintana”, os poemas deixam as páginas dos livros para ganhar ritmo, voz e movimento. A montagem mistura música ao vivo, teatro e recursos visuais inspirados no chamado toy theater, conhecido também como teatro de papel.

No cenário, figuras bidimensionais de papelão criam cidades e paisagens que acompanham a narrativa. A cenografia é assinada pelo designer e artista gráfico Carlo Giovani, enquanto a direção-geral é de Luiz André Cherubini, integrante do Grupo Sobrevento.

A transformação visual também acompanha o caminho da história. Uma cidade pequena e inicialmente dominada por tons cinzentos passa por mudanças até se tornar um espaço povoado por personagens, sons e cores.

No repertório, a poesia de Quintana encontra gêneros musicais variados. Valsa, forró, jazz e rock aparecem nas versões criadas para poemas como “Canção de Junto de Berço”, “Cidadezinha”, “Canção da Ruazinha Desconhecida”, “Canção de Nuvem e Vento”, “Cantiguinha de Verão” e “Canção da Primavera”.

A escolha por diferentes ritmos também ajuda a afastar a ideia de uma poesia imóvel ou restrita ao silêncio da leitura individual. No Crianceiras, os versos se tornam canções e passam a ocupar uma experiência coletiva.

UMA NOVA VERSÃO

A edição dedicada a Mario Quintana é uma continuidade do caminho iniciado anteriormente com a obra de Manoel de Barros. A primeira versão do Crianceiras também se desdobrou em animações e aplicativo, ampliando o alcance do projeto para além dos teatros.

Com o tempo, o público também mudou. Crianças que conheceram o espetáculo anos atrás voltam hoje acompanhadas de seus filhos, criando uma relação entre diferentes gerações.

“É um espetáculo realmente para toda a família. O Crianceiras se tornou transgeracional”, resume Márcio.

Essa característica ganha um significado ainda mais forte no retorno a Mato Grosso do Sul. Embora o projeto tenha conquistado circulação nacional, Camillo faz questão de manter viva a ligação com o lugar onde a ideia nasceu.

“Eu acredito que o Crianceiras é um patrimônio do Mato Grosso do Sul, porque nasceu no Estado e foi para o Brasil. É importante manter esse vínculo com o meu Estado e com a minha cidade”, afirma.

No palco, Márcio de Camillo assume voz, violão e viola caipira. A formação conta ainda com Nath Calan, na percussão e bateria; Tiago Sormani, no teclado, sanfona, flauta e clarinete; e Denise Ferrari, no violoncelo.

O espetáculo tem 55 minutos de duração, classificação livre e é voltado para públicos de todas as idades.

>> SERVIÇO

“Crianceiras Mario Quintana – Poesias Musicadas por Márcio de Camillo”

Datas: Sábado e Domingo.
Horário: às 16h.
Local: Teatro Glauce Rocha, na UFMS.
Ingressos disponíveis pelo link: bit.ly/crianceirasMarioQuintanaCG.
> A entrada não será permitida após o início das apresentações.

Diálogo

Erro de identificação levou uma médica de Dourados à prisão e ao uso de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna Diálogo desta terça-feira (8)

08/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Luciano Hang - Empresário brasileiro

"Eu acho que se você tiver que comprar alguma coisa para que os outros pensem que você é mais do que eles através daquilo que você tem, aí não vale a pena. Eu penso ao contrário”.

FELPUDA 

Erro de identificação levou uma médica de Dourados à prisão e ao uso de tornozeleira eletrônica por um crime atribuído a outra mulher com o mesmo nome. Ela foi presa no aeroporto de Campo Grande, ao retornar de férias, e passou duas noites detida antes de ser liberada com restrições. Ao procurar a Defensoria Pública, a análise do processo revelou que seus dados pessoais eram diferentes da verdadeira ré. A Defensoria levou o caso ao TJ-MS e conseguiu a retirada das restrições e da tornozeleira. Foram 19 dias sob monitoramento por um crime que não cometeu. Pode?

Calmaria

O Ministério Público de MS tem registrado volume considerado baixo de denúncias eleitorais. Segundo o Núcleo Eleitoral, 44 manifestações chegaram por meio do aplicativo Pardal.

Mais

Já a Ouvidoria do  MP recebeu 43 denúncias até o último dia 4. Para o promotor Moisés Casarotto, o número não causa estranheza, já que eleições gerais têm menos denúncias do que as municipais.

DiálogoFoto: Divulgação/Prefeitura de Maragogi

Maragogi, segundo município mais visitado de Alagoas e um dos principais destinos turísticos do Nordeste, irá ganhar aeroporto, que estaria com pouco mais de 50% de obra construída, para fortalecer a infraestrutura da Costa dos Corais e ampliar o fluxo de visitantes.  O novo terminal também atenderá municípios vizinhos.  O aeroporto terá pista de 2.200 metros de comprimento por 20 metros de largura, apta a receber aeronaves do porte do Airbus A319. O projeto prevê ainda pátio para até quatro aeronaves, sendo duas posições para aviões ATR-42-300 e duas para Airbus A319. O terminal de passageiros terá área superior a 1.000 metros quadrados e capacidade para atender até 80 passageiros por hora nos períodos de maior movimento. Além de fortalecer o turismo, a obra deverá ampliar a integração logística da região, situada a menos de 100 quilômetros do Porto de Suape, em Pernambuco.

Diálogo Fernando Bumlai e Neca Bumlai, que completaram  25 anos de casamento (Bodas de Prata) no último dia 6 - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoGiselle Rivkind - Foto: André Ligeiro

Estratégia

Nos bastidores, adversários do governador Eduardo Riedel estão se movimentando com objetivo bem definido: tentar levar a disputa pelo Governo de MS para o segundo turno. A estratégia passa, tudo indica,  por uma espécie de “união informal” entre setores da esquerda, ainda que sem aliança declarada. A matemática eleitoral parece ser simples: pulverizar votos e impedir uma vitória já no primeiro turno. Se a estratégia dará resultado, só as urnas poderão responder.

Balanço

O ex-governador Reinaldo Azambuja tem apostado na propaganda eleitoral numa espécie de prestação de contas dos oito anos em que comandou Mato Grosso do Sul. O material destaca principalmente a atuação municipalista e as obras realizadas durante seus dois mandatos. A intenção é apresentar ao eleitor um retrospecto administrativo capaz de reforçar sua imagem de gestor. Em uma campanha na qual passado e experiência terão peso, Azambuja mostra porque está à frente nas pesquisas.

Mudança

O TRE-MS alterou alguns locais de votação para as Eleições deste ano em Campo Grande e Terenos. Na Capital, eleitores da Escola Alice Nunes Zampiere, do CRAS Vila Nasser, da Mesquita Luz da Fé, da Loja Maçônica Oriente Maracaju e de outros pontos deverão ficar atentos aos novos endereços. Em Terenos, a Escola Rosa Idalina Braga Barboza também terá suas seções transferidas para a Escola Álvaro Lopes.

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Lizabel Barbosa Gemperli, 
  • Dr. Lívio Viana de Oliveira Leite,
  • Senir Pereira,
  • Oscar Emílio Korndorfer, 
  • Nínive Maria Santi Ferzeli Mallmann, 
  • Everson Lopes,
  • Ana Maria Polis Miri Berger,
  • Cláudio Gusmão,
  • Oduvaldo da Silva Lins Filho,
  • Miriam Keiko Tamashiro,
  • Sadako Furuse Harasaki,
  • Leandro Jorge Puxian,
  • Margarida Maria de Figueiredo Pinheiro,
  • Maria Pinto,
  • Clóvis Motta,
  • Wellington Melgarejo dos Santos Bello,
  • Vinícius Villas Boas Neto Bazenga Vieira, 
  • Cirany Fagundes,
  • Ernesto Vargas Batista,
  • Dra. Lenice Garcia Brandão,
  • Dr. Américo Iasuo Higa, 
  • Cláudia Naglis, 
  • Leonardo Albuquerque,
  • Ana Ruthi Martins Faustino,
  • Orlando Rocha,
  • Maria Aparecida da Silva,
  • Edvaldo José de Souza,
  • Ana Augusta Motta Fortes,
  • Laura Almeida de Freitas,
  • Rosary Raghiant,
  • Floriza Albuquerque Cândia,
  • Nizete Laranjeira Silva,
  • Maria Thereza Ribeiro do Amaral,
  • Antônio Lino Barbosa Neto,
  • Eliane Oliveira,
  • Joel Brum Jacques,
  • Ilson Jorge de Melo,
  • Osvaldo Brum de Almeida,
  • Marly de Souza Nepomuceno,
  • Flaviano Antunes de Siqueira,
  • Fernando Ramos Câmara,
  • Maria Ormondes Figueiredo,
  • Catarina dos Santos,
  • Dr. Mougli de Toledo Ribas, 
  • Dra. Paola Gonçalves de Souza, 
  • Deise Bianchini, 
  • Dr. Moacir Scândola,
  • Mário Rodrigues Miranda,
  • Wilson Gonçalves Caxias,
  • Jorge Luiz de Almeida e Silva,
  • Edson Ubá Serrato,
  • Neuzeli Magalhães Pinheiro,
  • Shizuko Shinzato,
  • Márcio Duarte Corrêa,
  • Fernando Augusto Ribeiro 
  • de Almeida,
  • Edson Itswo Shibuwa Filho
  • Florisvaldo Antonio do Nascimento,
  • Mônica Dias Ferreira Dutra,
  • Renato Rech,
  • Marilda Quintana Yonaha,
  • Luana Gattas e Silva,
  • Zeneide Andrade de Alencar,
  • Zuleika Souza Cruz Abid,
  • Osmarina Sampaio dos Santos,
  • Armindo Ribeiro Dias,
  • Dr. Kiyoshi Arumo,
  • David Mitsuo Hashimoto, 
  • Marcelo Roberto da Costa,  
  • Leonila Dalegrave Telo,
  • Adauto Ferreira de Souza,
  • Maria Benedita Scatena,
  • Ana Paula Farias Furlan,
  • Miguel Antonio Ribeiro da Cruz,
  • Glauco dos Santos Cândido,
  • Maria José Rocha Alves,
  • Vanessa Rodrigues Bertoletto,
  • Anderson Pires de Oliveira,
  • Walber Valim de Mello,
  • Disney Antonio Paredes,           
  • Jussara Thronicke Ribeiro Pulga,
  • Tânia de Castro Thomé Macedo, 
  • Eliton Aparecido Souza de Oliveira,
  • Jânio Favaretto Dittmar, 
  • Fernanda Gois Messias Silva,
  • Bruna Barros Andrino,  
  • José Goncalves de Farias,
  • Liliane da Silva Almeida,
  • Silas Rocha de Lima, 
  • Solange Gattass Fabi, 
  • Ronaldo de Almeida Gaby,  
  • Luiz Antiocho Couto,
  • Alfredo Cação,
  • Luiz Fernando Gomes Carvalho Lanza,
  • Helena Mitsuko Chidi,
  • Adilson Domingos de Oliveira,
  • João de Lima Matos,
  • Gegliane Dias Peixoto,
  • Luiz Fernando Moreira Maziero,
  • José Magno Coelho de Paula,
  • Alailson Domingos dos Santos,
  • Eigla Guerrieri Martins,
  • Jay Rodrigues Neves Neto,
  • Stela Cristina Fumagalli,
  • Flávia Pestana de Souza,
  • Michele Cristine Belizário,
  • Ilda Evelise dos Santos Martins,
  • Marisete da Silva Molina.

Colaborou com Tatyane Gameiro

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).