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CULTURA

Festival do Sobá terá espaço "instagramável" com estrutura de Dragão oriental 

Em 17ª edição, local passa por ajustes finais e promete tradição japonesa, atrações nacionais e rica culinária típica

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Tradicional não só pelas celebrações culturais mas também pela culinária japonesa, o Festival do Sobá de Campo Grande está com data marcada: entre 07 e 11 de agosto. Cheio de simbologia da cultura Okinawa que se mistura com história de Mato Grosso do Sul, o evento deste ano terá espaço instagramável, ornamentos temáticos e uma escultura de dragão oriental.

 

 

A festividade está na 17ª edição e pretende atrair público diverso com a presença de artistas regionais e nacionais como a dupla sertaneja César e Paulinho que vai se apresentar no estacionamento da feirona. 

Com palcos espalhados por toda a Feira Central, as atrações diárias serão variadas. No Palco Avenida, a abertura oficial fica por conta da apresentação musical da artista local Dany Cristinne, e pelo desfile da fanfarra da Escola Municipal Padre Thomaz Ghirardelli.

O festival também vai oferecer ao público, apresentações de dança de salão, Parada Nerd, berranteiros, e oficinas de patrimônio. Segundo Alvira Appel, presidente da Afecetur (Associação da Feira Central), um dos desafios deste ano foi organizar o evento com total autonomia financeira e custos abaixo da média. 

 "Estimamos um festival aquém da realidade que ocorre no país, por exemplo, festivais que custam dois, três milhões, o nosso chega na casa aí dos R$ 700.000,00 mil. Vai depender muito do que nós conseguimos fechar, mesmo com cantores nacionais. Mas a gente ainda está na expectativa de fechar algumas parcerias", detalha. 

 

Apresentação de dança tradicional na abertura do festial em 2023 - Foto:  Divulgação/Afecetur  

Na edição passada, o evento reuniu mais de 80 mil pessoas em três dias de festa. Como o próprio nome, a festividade anual celebra o Sobá, prato típico e patrimônio cultural imaterial da Capital de Mato Grosso do Sul. 

"Estamos canalizando aqui um inventário do que a gente tem no dia a dia, por exemplo, por que que a comunidade oriental inteira usa o dragão? Por que quem é nascido do dragão é um diferencial. Temos um tori na feira e todas as simbologias nós estamos aqui contando e vamos ter expressões de patrimônio das mulheres presentes", afirma a gestora.

Simbologia oriental  

  • Tori -  é um termo específico na arquitetura japonesa e religiosa e considerado um portal tradicionalmente encontrado na entrada de santuários xintoístas (religião japonesa). Geralmente, consiste em dois pilares verticais com duas vigas horizontais no topo. É uma estrutura simbólica que marca a transição do mundo secular para o sagrado;
  • Tsuru - é a palavra japonesa para "grou" ou "garça", especificamente referindo-se à espécie Grus japonensis, que é uma garça encontrada no Japão e em outras partes da Ásia Oriental.
  • Dragão japonês - conhecido como "Ryū" em japonês, é uma criatura mítica e lendária que faz parte da mitologia japonesa. Os dragões japoneses são geralmente vistos como divindades benevolentes associadas à água, às nuvens e à agricultura. Eles são considerados guardiões de tesouros, protetores de vilas e símbolos de poder imperial.

 

Famosa picanha brasileira também marca presença, acompanhada de arroz, mandioca e vinagrete - Foto: Pedro Shimith/Ichiban Sobá

Oficinas e outras atrações 

A programação do festival inclui uma vasta gama de atividades para todas as idades. Os visitantes poderão explorar exposições de orquídeas e flores, artigos de decoração e painéis educativos sobre o sobá.

A Feira Mulheres em Ação, promovida pelo Cooperativa Sicredi, a exposição de produtos do Projeto Made in Pantanal do SEBRAE e a Parada Nerd trarão uma diversidade de produtos e iniciativas, reforçando o caráter inclusivo e comunitário do evento.

Sócia-proprietária na Barraca Ichiban, Célia Arakaki é um exemplo de perseverança e trabalho. Na feira há mais de 60 anos, a empresária celebra as transformações no negócio da família, graças às ideias inovadoras dos filhos e sobrinhos que herdaram o legado da família. 

"Olha, minha mãe disse pra nós que minha avó começou nesse ramo de feira quando eu tinha apenas dois anos e já estamos na quarta geração. Então, aquela modernidade que está lá na nossa barraca hoje é devido à influência dos mais novos, que quiseram fazer uma coisa diferente na feira. Porque antes, todo mundo tinha a barraquinha daquele jeitinho mais simples e agora estamos evoluindo", afirma.

Barraca Ichiban tem mais de 60 anos de história e está na 4ª geração - Foto: Gustavo Massayuki Shiroma

Sobá: Patrimônio Imaterial

Amantes da culinária japonesa em Campo Grande já conhecem o sobá, tradicional na cidade há mais de 100 anos. Considerada polo de imigrantes de Okinawa, no Japão, a cidade tem a iguaria como uma de suas maiores riquezas culturais, sendo a capital brasileira do sobá.

Em 2006, o prato, adaptado pela gastronomia sul-mato-grossense foi reconhecido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como bem cultural de natureza imaterial..  

Ingredientes para o macarrão:

  • 2 ovos;
  • 2 e 1/2 quilo(s) de farinha de trigo;
  • 1 colher(es) de sopa rasa de sal;
  • 1 colher(es) de sopa rasa de glutamato monossódico (Ajinomoto);
  • 1/2 xícara(s) de chá de óleo;
  • 3 xícara(s) de chá de decuada (água de cinzas). 

Modo de preparo da massa 

Em um misturador de massa são colocados farinha de trigo, ovos, água, sal e alguns condimentos. Na sequência, a massa atinge o ponto específico e depois passa por um cilindro para esticar. Em seguida, é cortada em formato de macarrão e armazenada em varais, para ser pré-cozida. Após o cozimento em água fervente, o macarrão passa pelo processo de resfriamento natural, até seguir para algum recipiente fechado. 

Sobá: macarrão totalmente artesanal, carne suína ou bovina, omelete fatiado, cebolinha picada e caldo temperado - Foto: Pedro Shimith/Ichiban Sobá

Carnes e caldo

  • 2 quilo(s) de espinhaço de porco (osso com pouca carne);
  • 2 quilo(s) de ossobuco;
  • 1 e 1/2 quilo(s) de carne de porco (pernil, filé ou lombo);
  • 3 carcaças de frango;
  • 1 colher(es) de sopa de gengibre ralado;
  • 2 xícara(s) de chá de shoyu;
  • 2 colher(es) de sopa de Ajinomoto;
  • Sal a gosto Água para cozinhar.

Coloque todos os ingredientes numa panela alta e grande com pressão. Tempere tudo e leve para cozinhar, cobrindo com água. Quando a carne estiver cozida, retire da panela e deixe os ossos até soltar toda carne restando 4 litros de caldo, que será usado para finalizar o prato. 

Molho da carne

  • 2 xícara(s) de chá de shoyu;
  • 1 colher(es) de sopa de açúcar;
  • 1 colher(es) de sopa de Ajinomoto;
  • 1 colher(es) de chá de gengibre ralado.

Corte a carne em fatias finas, coloque numa panela e ponha todos os ingredientes para o molho, terminando de cobrir com água. Leve ao fogo para cozinhar, mexendo sempre até secar a água e restar um pouquinho corresponde ao tempero.

Cobertura e montagem

  • 8 ovos
  • Cebolinha picada
  • Carne em fatias (bovina, frango, suína, dobradinha ou opção vegetariana com couve-flor)

Como montar?

Coloque o macarrão na shawan (tigela individual) e cubra com água fervendo para esquentar e soltar o macarrão. Na sequência, use uma peneira específica para escaldar o macarrão numa panela com água fervente e o escorra bem. Na tigela, coloque o macarrão, a carne, omelete, cebolinha e por último o caldo.  Pode-se reforçar o tempero final com mais shoyu e gengibre ralado.

Mais detalhes sobre o festival, entre em contato com a Administração da Feira Central de Campo Grande pelo telefone: 67 98407-1724 ou pelo Instagram: @feiracentralcg (https://www.instagram.com/feiracentralcg/).

 

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Cinema B+: A Legado de Val Kilmer no Cinema

Ator faleceu aos 65 anos, deixando atuações icônicas como lembrança para os fãs

05/04/2025 13h00

Cinema B+: A Legado de Val Kilmer no Cinema

Cinema B+: A Legado de Val Kilmer no Cinema Foto: Divulgação

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Todos os jornais e blogs que cobrem cinema passaram os últimos dias lamentando e lembrando o ator Val Kilmer, um dos poucos atores podem ter uma coleção de trabalhos icônicos na história do cinema com personagens como Batman, Jim Morrison, Doc Holliday e, “Iceman”, entre outros.

A lista de sucessos (e fracassos) é longa, mas Kilmer navegava entre comédias, aventura e dramas com um carisma ímpar que o coloca no patamar das lendas, mesmo que gerações recentes mal lembrem seu nome.

Devo dizer logo de cara que meus filmes favoritos com Kilmer não são seus maiores: Fogo Contra Fogo, de Michael Mann, que todos amam, mas também o menor A Sombra e a Escuridão, que Kilmer co-estrelou com Michael Douglas. Um filme que é difícil de achar.

O ator fez um documentário em 2021, Val, onde abriu o jogo de como perdeu suas cordas vocais em 2015, quando descobriu que tinha câncer na garganta. A essa altura já trabalhava pouco, estava longe dos dias em que era um dos homens mais bonitos do cinema, estava irreconhecível. O documentário é emocionante para os fãs, mas, mais ainda foi a linda homenagem que Tom Cruise fez ao amigo com o filme Top Gun – Maverick.

No que foi a despedida oficial de Kilmer do cinema, Cruise fez questão de trazer o antagonista de Maverick, Iceman, como seu amigo e confidente. Mais ainda, com o uso de tecnologia de IA, recuperou a voz que Kilmer já não tinha e deu a ele falas emocionantes para ser lembrado com dignidade. Não houve um olho seco no cinema nessa sequência.

Do teatro à imortalidade nas telas, uma trajetória marcada pelo talento e pela resiliência

Val Edward Kilmer nasceu em 31 de dezembro de 1959, em Los Angeles, Califórnia, e foi um dos atores mais versáteis e intensos de sua geração. Dono de uma presença cativante e um talento inquestionável, Kilmer se destacou ao longo de quatro décadas em papéis icônicos que marcaram a história do cinema. Sua jornada começou nos palcos, mas foi na tela grande que ele consolidou sua carreira, tornando-se um dos rostos mais conhecidos e respeitados de Hollywood.

Formado pela prestigiada Juilliard School, onde foi o mais jovem a ser aceito no programa de teatro na época, Val Kilmer demonstrou desde cedo um compromisso inabalável com sua arte. Seu talento não tardou a chamar a atenção da indústria cinematográfica, levando-o rapidamente a se tornar um dos atores mais requisitados de sua geração.

Kilmer ganhou notoriedade nos anos 1980 ao estrelar a comédia Top Secret! (1984) e o cultuado Real Genius (1985), mas foi em 1986 que alcançou fama mundial ao interpretar o piloto Tom “Iceman” Kazansky no clássico Top Gun, ao lado de Tom Cruise. O sucesso do filme impulsionou sua carreira, abrindo portas para papéis ainda mais desafiadores na década seguinte.

Em 1991, viveu um de seus personagens mais memoráveis ao interpretar Jim Morrison na cinebiografia The Doors, dirigida por Oliver Stone. Para o papel, Kilmer mergulhou profundamente na persona do lendário vocalista do The Doors, chegando a gravar as canções do filme com uma impressionante fidelidade à voz original de Morrison. Sua dedicação ao papel foi elogiada pela crítica e pelos próprios membros da banda, consolidando sua reputação como um ator de método e ganhando uma indicação ao Oscar.

Ao longo dos anos 1990, Kilmer continuou a diversificar seus papéis, protagonizando o épico faroeste Tombstone (1993) como Doc Holliday, uma atuação que muitos consideram uma de suas melhores. Em 1995, assumiu o icônico papel de Bruce Wayne em Batman Eternamente, substituindo Michael Keaton.

Embora o filme tenha dividido a opinião do público e da crítica, Kilmer foi elogiado por sua interpretação do Cavaleiro das Trevas. No mesmo ano, atuou ao lado de Al Pacino e Robert De Niro no aclamado Fogo Contra Fogo (Heat). A década também o viu brilhar em O Santo (1997), onde interpretou um mestre do disfarce, demonstrando novamente sua versatilidade e carisma.

Apesar de sua notoriedade, Kilmer também enfrentou desafios dentro da indústria cinematográfica, sendo frequentemente descrito como um ator exigente e perfeccionista. Sua dedicação absoluta aos personagens às vezes resultava em atritos nos bastidores, mas seu comprometimento era inegável.

Nos anos 2000, sua carreira passou por altos e baixos, com papéis de menor destaque em filmes independentes e produções experimentais. Entretanto, ele nunca deixou de atuar e buscar novas formas de se expressar artisticamente.

Em 2014, sua vida tomou um rumo inesperado quando foi diagnosticado com câncer de garganta. O tratamento agressivo, que incluiu quimioterapia e cirurgias, afetou severamente sua voz e sua capacidade de respirar. Apesar das dificuldades, Kilmer permaneceu resiliente e encontrou novas formas de se comunicar e atuar.

Como mencionei, sua batalha contra a doença foi relatada no emocionante filme Val (2021), um documentário autobiográfico que trouxe à tona sua jornada de altos e baixos, sua paixão pela arte e sua luta pela vida. 

O documentário foi aclamado pelo público e pela crítica, proporcionando um olhar íntimo sobre a mente de um artista que nunca se rendeu às adversidades. A despedida oficial, também como citei, veio no ano seguinte com a participação em Top Gun – Maverick.

Val Kilmer faleceu em 1º de abril de 2025, aos 65 anos, em Los Angeles, devido a complicações de uma pneumonia. Sua filha, Mercedes Kilmer, confirmou que ele partiu pacificamente, cercado por seus entes queridos. Além de Mercedes, deixa seu filho Jack Kilmer, fruto de seu casamento com a atriz Joanne Whaley.

O legado de Val Kilmer permanece vivo através de suas performances inesquecíveis e de sua coragem em enfrentar desafios pessoais e profissionais com determinação. Seja como um lendário roqueiro, um pistoleiro do Velho Oeste, um super-herói ou um piloto de caça, Kilmer se reinventou constantemente, deixando uma marca indelével na história do cinema. Seu talento, paixão e comprometimento com a arte continuarão a inspirar gerações de atores e cinéfilos ao redor do mundo.

Para matar as saudades, terá que passear em algumas plataformas: Top Gun está na Paramount+; The Doors, pelo qual foi indicado ao Oscar, na MGM+/Prime Video; Fogo contra Fogo e Tombstone, na Disney+ e Batman Eternamente, na MAX. E antes de mais nada, na Prime Video, confira o documentário Val. Uma grande homenagem a um grande ator.

Semana Santa

Aprenda a fazer bacalhau confitado com legumes para a Sexta-Feira Santa

Saiba como confitar o peixe mais tradicional da Semana Santa, uma técnica para os acompanhamentos ganharem maior intensidade de sabor e que deixa o nobre pescado ainda mais perfumado e tenro

05/04/2025 10h30

Brócolis, batata, alho negro, tomate: com diversos acompanhamentos, o bacalhau confitado é uma apoteose do sabor

Brócolis, batata, alho negro, tomate: com diversos acompanhamentos, o bacalhau confitado é uma apoteose do sabor Divulgação

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A Páscoa é daqui a duas semanas, e o bacalhau, com perdão da redundância, é um item sagrado na Sexta-Feira Santa. Reunir familiares e amigos ao redor da mesa para degustar o nobre pescado, que está com a cotação a partir de R$ 80 por quilo em Campo Grande, é uma tradição neste período. O chef de cozinha Eduardo Duó sugere uma receita para a data: o bacalhau confitado. A técnica garante um sabor profundo, ideal para as festividades.

Duó afirma que a receita eleva o sabor do bacalhau a um novo patamar, utilizando ingredientes simples, mas cheios de sabor. Segundo o chef, que também é professor universitário, o segredo está na técnica do confitado.

“O que é confitado? Trata-se de cozinhar o alimento em gordura, nesse caso, no azeite de oliva. O azeite pode ser reutilizado, ficando aromatizado, perfeito para outras preparações, como maionese ou para temperar saladas”, explica o especialista.

Além do azeite, o bacalhau é confitado com alho, louro, tomilho e alecrim, que são colocados em um sachê de especiarias, o famoso sachet d’épices, uma trouxa que mantém as ervas presas, evitando que as folhas se soltem durante o preparo.

“O fogo deve ser bem baixo. O ideal é que a temperatura do azeite fique em torno de 60°C, sem ferver. Quando começarem a aparecer bolhas ao redor do bacalhau, é hora de desligar o fogo e deixar o bacalhau terminar de cozinhar no azeite por mais 10 minutos”, ensina.

Para acompanhar a proteína, o chef acrescenta que outros ingredientes são preparados de forma similar, como o tomate-cereja e as batatinhas. O professor explica que os tomates são confitados por cerca de cinco minutos no azeite com manjericão, enquanto as batatas bolinhas, após cozidas, são douradas no forno com o azeite do bacalhau e alecrim. “Cada ingrediente vai absorvendo o sabor do azeite, criando uma combinação perfeita de aromas e texturas”, comenta o chef.

Com esse prato, o craque do avental garante que o almoço da Sexta-Feira Santa se torna um evento repleto de sabor. Duó diz que quem experimenta o bacalhau confitado dificilmente vai querer prepará-lo de outra forma. “É um prato simples, mas com uma profundidade de sabor que faz toda a diferença na sua celebração”, afirma.

ALHO NEGRO

Uma variação bem bacana é o preparo com alho negro. Ao contrário do que muitos pensam à primeira vista, o alho negro não se trata de uma espécie exótica de alho. Ele é produzido a partir de um processo de fermentação, no qual o alho é submetido a condições de temperatura (de 65°C a 80ºC) e umidade controladas.

Seu sabor é adocicado e frutado, remetendo ao melaço e ao tamarindo, com um toque de defumado e a presença de umami (o quinto sabor), sem aquela característica de pungência e ardência do alho comum. Tudo muito sutil e delicado.

POSTA E LOMBO

A posta de bacalhau é o corte transversal, ou seja, pega uma parte do bacalhau que inclui a espinha e a pele. Normalmente, é mais acessível e fica ótimo em receitas com cozimento mais longo, pois o peixe segura bem o formato e os sabores. Sabe aquele bacalhau de domingo, cozido na panela ou assado ao forno? Ali a posta vai muito bem.

Já o lombo é a parte nobre do bacalhau, retirado do centro do peixe. É um corte mais carnudo, sem espinhas e geralmente bem macio. Ele é um pouco mais caro, mas vale a pena para quem busca uma apresentação mais bonita e uma textura suave, principalmente em pratos em que o bacalhau é a estrela.

Como sugestão, prefira a posta nos seguintes preparos: (1) ensopados e caldeiradas: pratos com caldo são perfeitos para a posta, pois ela solta sabor, mas não desmancha, deixando o prato bem encorpado; (2) bacalhoada ao forno: aqui, a posta, com pele e espinha, ajuda a dar sabor e vai muito bem quando assada com batatas e pimentões; (3) pratos com bastante molho: se a ideia é fazer um bacalhau que absorva bem o sabor do molho, como um bacalhau à portuguesa ou com molho de tomate, a posta é ideal para esse tipo de preparo.

Já para a utilização do lombo, anote as seguintes sugestões: (1) grelhados ou assados rápidos: o lombo tem uma textura incrível e, por ser mais carnudo e livre de espinhas, fica ótimo em preparos rápidos, preservando a suculência; (2) receitas mais elaboradas ou individuais: o lombo é perfeito para isso, além de ser mais fácil de manusear e montar; (3) pratos cremosos, como o bacalhau com natas: para receitas em que o bacalhau desfia suavemente, o lombo é a melhor opção, pois traz a textura que esses pratos pedem.

DESSALGANDO

Agora, acompanhe o passo a passo para dessalgar o bacalhau. Três dias antes do preparo da receita final, leve as postas de bacalhau em água corrente para retirar a camada grossa de sal. Em seguida, coloque as postas de bacalhau em um recipiente fundo, cubra com água fria e algumas pedras de gelo e leve à geladeira.
Durante esse período, troque a água duas vezes por dia, mantendo sempre na geladeira. Após 72 horas, experimente uma lasca da posta mais grossa para ver se está dessalgada. Reservar.

Bacalhau confitado com legumes e alho negro

Ingredientes

  • 800 g de bacalhau em postas;
  • 50 g de alho negro;
  • ½ maço de brócolis comum;
  • 200 g de pimenta-cambuci;
  • 4 cebolas médias;
  • 2 caixas de tomate-cereja (aproximadamente 360 g);
  • 1 bulbo de alho roxo;
  • 900 ml de óleo de girassol;
  • 200 ml de azeite;
  • 2 folhas de louro;
  • 3 ramos de alecrim;
  • 2 ramos de tomilho;
  • Salsinha a gosto;
  • Azeite de alho negro a gosto.

Modo de Preparo

Bacalhau

Em uma panela média, acrescente o óleo de girassol, o azeite, um ramo de tomilho, um ramo de alecrim, as folhas de louro, a cabeça de alho roxo cortada ao meio e coloque para aquecer.

Disponha as posta de bacalhau, de preferência sem espinhos, os tomates-cereja (podem ser vermelhos e amarelos) e a metade da cabeça de alho roxo. Coloque os alhos negros na metade do cozimento.

Observação: o óleo não pode aquecer muito e deve manter uma temperatura de até 70°C. Para isso, mantenha o fogo bem baixo. Controle a temperatura com a ponta do dedo mergulhada no óleo por, pelo menos, 5 segundos. Você verá pequenas bolhinhas durante o processo. Deixe cozinhar de 10 a 15 minutos.

Após isso, retire o bacalhau com cuidado para não desmanchar e coloque sobre um papel toalha. Retire também os tomates e o alho roxo (reserve), as ervas e, por último, o alho negro. Guarde o óleo aromatizado para futuras preparações.

Legumes

Corte as cebolas em pétalas (8 partes), escalde o brócolis em água quente por 1 minuto, corte a pimenta-cambuci ao meio e as pimentas-dedo-de-moça em rodelas.

Em uma assadeira, regue azeite generosamente e disponha os legumes. Adicione um ramo de tomilho, sal a gosto, os dentes de alho roxo da outra metade da cabeça, regue com azeite e leve ao forno até dourarem.

Cozinhe as batatas em água fervente por 5 minutos e espalhe-as em outra assadeira untada. Em seguida, adicione sal a gosto, desmanche um ramo de alecrim por cima e regue com azeite de alho negro. Coloque no forno até ficarem bem douradas.

Montagem

Opcional: antes de servir, coloque azeite em uma frigideira e grelhe as postas de bacalhau dos dois lados até dourarem. Doure também a metade da cabeça de alho roxo. Em um prato grande, ou travessa, coloque o brócolis e, por cima, as postas de bacalhau.

Em volta, disponha as batatas, o tomate-cereja, os legumes, espalhe os dentes de alho negro e finalize generosamente com o azeite de alho negro.

Sugestão: substitua o brócolis ou adicione ao prato folhas de taioba puxadas no azeite e alho.

Bacalhau confitado do chef Duó

Ingredientes

  • 1 litro de azeite;
  • 1 kg de bacalhau dessalgado em postas;
  • 50 g de alcaparras;
  • 1 maço de alecrim fresco;
  • 1 maço de manjericão;
  • 1 maço de tomilho;
  • 1 maço de cheiro-verde;
  • 4 folhas de louro;
  • 1 cabeça de alho;
  • 1 kg de batata bolinha;
  • 500 g de tomate-cereja;
  • 250 g de azeitona chilena;
  • Sal e pimenta-do-reino branca a gosto.

Modo de Preparo

Enxugue bem as postas do bacalhau. Coloque-as em uma panela com dois dentes de alho amassados (com casca), o alecrim, o tomilho e o louro. Cubra com azeite de oliva e leve ao fogo bem baixo (a 60°C, sem deixar ferver. Quando começar a formar bolhas em volta do bacalhau, desligue o fogo e deixe o bacalhau confitar por mais 10 minutos. Reserve o bacalhau nesse azeite.

Coloque os alhos inteiros em uma panela pequena com tomilho e cubra com parte do azeite do bacalhau. Leve ao fogo bem baixo por cerca de 20 minutos, sem ferver. 

Coloque os tomates em uma panela pequena com manjericão e cubra com parte do azeite do bacalhau. Deixe no fogo baixo por cerca de 5 minutos. 

Cozinhe as batatas em água com sal até ficarem al dente (aproximadamente 30 minutos). Depois, coloque as batatas em uma assadeira com azeite do bacalhau e alecrim e leve ao forno a 180°C de 20 a 30 minutos para dourar.

Em uma travessa, coloque as postas de bacalhau ao centro. Ao redor, disponha as batatas bolinhas com salsinha, os tomatinhos com manjericão, o alho confitado e as azeitonas chilenas.

Finalize com alcaparras e cebolinha picada.

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