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FIGURINO

Os olhares múltiplos em "Todas as Mulheres do Mundo"

Com inspiração no poético texto de Domingos de Oliveira, figurino da série faz uma viagem no tempo
27/05/2020 11:00 - Caroline Borges/TV Press


A trama de “Todas as Mulheres do Mundo”, série original Globoplay, é marcada pela variedade e diversidade de seus personagens. Para imprimir toda a contradição, lirismo, intensidade e ironia da obra de Domingos Oliveira, a equipe de figurino e caracterização da série precisou mergulhar nas mais diferentes personalidades retratadas ao longo da história. Em 12 episódios, a produção conta a trajetória do arquiteto carioca Paulo, papel de Emílio Dantas, um apaixonado pelo amor e pelo universo feminino. A cada episódio, ele se apaixona perdidamente por uma mulher, cada uma delas com características únicas e marcantes. “Na série são muitas mulheres, atrizes, personalidades e corpos diferentes. A cada uma delas tentamos dar uma identidade. O figurino precisa disso tudo para ser construído”, afirma Natália Duran, que encabeça a equipe de figurino ao lado de Cao Albuquerque.

A principal figura retrata na série assinada por Jorge Furtado e Janaína Fischer é a bailarina Maria Alice, interpretada por Sophie Charlotte. Paulo se apaixona perdidamente pela jovem durante uma festa Natal. Com referências do balé, o figurino da personagem é marcado por roupas leve, claras e flutuantes. “O figurino dança junto com o caminhar da Maria Alice. Ela anda e a roupa desfila com ela, flui. E tem os tons do amor, os rosados, tons agradáveis de serem vistos”, explica Natália. Na contramão da meiguice de Maria Alice, está a intensa Laura, vivida por Martha Nowill. A personagem é marcada por uma paleta de tom vermelho, cravando a intensa personalidade da amiga de Paulo. “A Laura é a consciência, a intensidade, a amiga que vai falar para o Paulo a verdade do que está acontecendo”, pontua.

Para o protagonista Paulo, a equipe de figurino foi guiada pelos tons cinza e verde. A ideia era criar um jovem arquiteto com poucas noções de moda ou estilo. “Ele não está nem aí para a roupa que usa. Já para o Cabral (Matheus Nachtergaele), a pesquisa levou em conta o perfil de filósofos e professores universitários. O Cabral é todo de brechó, de roupa usada. Aliás, usamos muito brechó na série, de maneira geral”, detalha a figurinista.

A equipe de caracterização fez uma viagem no tempo e no cinema durante a pré-produção. A atemporalidade, inclusive, é um ponto forte da série, que traz referências de todas as décadas. Anna Van Steen, responsável pela caracterização, explica que cada personagem homenageia uma época ou estilo, e todas fazem parte das décadas em que Domingos Oliveira viveu. “Definimos, por exemplo, modelos de cabelos do século passado e que ainda usamos hoje em dia. A beleza está em todas as mulheres, seja qual for o estilo. A Maria Alice é a mais clássica e atemporal de todas. A Laura foi inspirada na Monica Bellucci. A Renata (Maria Ribeiro) e a Pâmela (Sara Antunes) revisitam os anos 1960. A Natalia (Natasha Jascalevich) vem de uma pin-up dos anos 1950. A Martinha (Verônica Debom) tem livre inspiração na cantora Patty Smith nos anos 1980. A Elisa (Marina Provenzzano) lembra uma mulher dos anos 1940 e a Pink (Naruna Costa) está mais antenada com o nosso século, aproveitando a beleza dos cachos naturais. Já Dionara (Lilia Cabral), foi inspirada na atriz britânica Tilda Swinton nos anos 2000”, detalha a caracterizadora.

 
 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!