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CHANEL

Ovelha pet tem vida de luxo com direito a babá, vestidos e passeio no shopping

Animal foi rejeitado pela mãe quando nasceu e hoje vive vida de "princesa" com sua família humana

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Chanel, ovelha pet, nasceu no “berço de ouro”, vive como princesa e, possui várias regalias que um ser humano comum não tem acesso.

Mimada, o animal é de estimação e mora com sua tutora em um condomínio localizado em Campo Grande (MS).

Ovelha Chanel e sua dona, a empresária Milaine Marçal. Foto: Marcelo Victor

Geralmente, ovelhas vivem em áreas rurais, fazendas, chácaras, ranchos e pastos. Mas, Chanel é diferenciada: domesticada, vive em casa e é considerada membro da família, como se fosse a filha caçula de Milaine Marçal, sua tutora.

Princesa da mamãe e “filha” mais nova, tem uma vida de luxo inalcançável para muitos humanos:

  • passeia no shopping
  • passeia no rancho três vezes na semana
  • tem babá para cuidar dela, fazer companhia, trocar a fralda e dar comida e água
  • tem costureira particular
  • toma banho no petshop toda semana
  • possui vestidos personalizados, sob medida, de várias cores e estilos
  • dorme em uma cama confortável e quentinha
  • dorme oito horas de sono por noite
  • tira soneca durante o dia
  • tem alimentação balanceada
  • recebe água e comida na hora certa
  • possui milhares de seguidores no Instagram
Chanel adora tirar uma soneca no sofá a tarde. Foto: Marcelo Victor

Chanel é privilegiada e tem a vida que muitas pessoas trabalham duro anos e anos para conquistar.

Tudo começou quando Milaine sentiu o desejo em seu coração de ter uma cabra. Com isso, pesquisou como era o comportamento do bicho e viu que não seria viável e, então, perceberam que uma ovelha seria melhor. Em seguida, estava decidida em comprar o animal.

Logo soube da história de Chanel, que foi rejeitada e abandonada pela mãe quando nasceu e quase morreu largada no pasto sozinha. Com isso, pegou a ovelha para criar e, até então, para morar no rancho com as outras ovelhas.

Mas, pegou carinho e afeto pelo animal e o levou para morar em sua casa, junto com sua família. Ela teve que se readaptar: antes, morava em um apartamento e teve que se mudar para uma casa, por conta da chegada da ovelha.

“Já estava combinado que iria ficar no rancho, a gente iria pagar a estadia dela no rancho assim como fazemos com os nosso cavalos, e iríamos visitar ela lá com frequência, mas quem diz que consegui? Me apeguei a ela e não consigo mais viver sem ela”, contou a tutora.

Hoje, após ser rejeitada pela mãe, vive uma vida de "dondoca" com tudo do bom e do melhor com sua família humana.

OVELHA CHANEL

A ovelha é da raça Santa Inês, tem 4 meses de vida e 20 quilos. Sua expectativa de vida é de 12 anos e pode

Chanel vestida de Branca de Neve para o Carnaval 2026. Foto: Marcelo Victor

chegar até 40 quilos.

Se alimenta de feno, alfafa peletizada, ração para ovinos e água. Quando era recém-nascida, tomava 1,5 litro de leite, por dia, na mamadeira.

Usa fralda geriátrica e troca pelo menos 10 vezes por dia. Ela tem babá, que dá água/comida e faz companhia, pois a ovelha não gosta de ficar sozinha.

De acordo com sua dona, os gastos de Chanel giram em torno de R$ 2 mil por mês.

Sua rotina é acordar às 6h, comer, tomar água, trocar a fralda, levar a “irmã” para a escola, almoçar, tirar uma soneca a tarde, passear pelo condomínio, jantar e dormir.

Toma banho no petshop toda quarta-feira e sua tutora ainda manda o lanchinho para não passar fome durante seu momento de beleza.

Passeia todos os dias no condomínio em que mora e vai para o rancho três vezes por semana, onde interage com outras ovelhas, pasta e se diverte.

Chanel tem um armário só de vestidos e acessórios. Foto: Marcelo Victor

Frequenta shoppings, onde vai toda estilosa, com vestidinhos, óculos, colares e tiaras.

Chanel faz sucesso e para o shopping: várias pessoas ficam encantadas e querem tirar fotos com ela. O passeio rende vários cliques e vídeos.

Ela espalha fofura e conquista o coração de todos por onde passa: além de ser refinada, a ovelha ainda é dócil, simpática e possui vários fãs. Inclusive, já ganhou vários mimos (óculos e colar) durante os passeios no shopping.

Ela tem uma costureira particular, que faz seus vestidos temáticos, personalizados e sob medida, para cada evento que vai. Por exemplo, no Carnaval, vestiu uma fantasia de Branca de Neve. Em um evento country, foi de vestidinho xadrez acompanhada da dona.

Possui 2 mil seguidores no Instagram (@ovelhachanelcg). Sua tutora garante que nunca usou a imagem dela para parcerias ou publicidade.

Chanel de fralda. Foto: Naiara Camargo

Mila, sua tutora, passou por algumas fases difíceis em sua vida e Chanel se tornou o apoio emocional dela. Ela tem laudos psicológicos que garantem que a ovelha contribui para seu bem-estar e suporte emocional.

De acordo com a empresária, Milaine Marçal, até hoje, nenhuma pessoa se queixou ou se incomodou com a presença da ovelha no condomínio, shoppings ou lugares públicos.

“Pessoal sempre recebe ela super bem, com o maior amor. Todos ficam admirados, acham diferente uma ovelha de estimação e querem tirar foto com ela. Quando ela vai no shopping, ela para o shopping. Todo mundo quer pegar, abraçar, fazer carinho e tirar fotos”, disse.

Chanel convive com uma gatinha em sua casa. As duas se dão bem juntas e até brincam uma com a outra.

* Fotos: Marcelo Victor 

CRÔNICA

Súplicas de uma avó

03/03/2026 09h00

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Sem nenhuma cerimônia ele disparou: não quero mais ir a sua casa, vovó. Como assim? – respondi assustada, olhando para a cruz gigante bem ao alcance da minha vista.

Mas por que você não quer ir mais na casa da vovó? Não sei, ele respondeu dando de ombros. Olhei de novo para a cruz desejando que Jesus acalmasse meu coração, literalmente aos pulos. Sim, eu tremia.

Nada havia me preparado para aquele episódio. Nem mesmo as visitas cada vez menos frequente, os passeios cada vez mais raros, as noites de pijama que já não aconteciam há tempos.

A comunicação, antes intensa, agora acontecia esporadicamente numa chamada de vídeo que lhe cansava rápido e atrapalhava seus momentos de lazer: o jogo de futebol com os coleguinhas, o desenho na TV ou até mesmo uma partida do seu time preferido na telinha.

“Está crescendo, mudando de fase”, me disseram. O argumento, contudo, não me convenceu. Como pode um menininho mudar de ideia assim do nada, renunciando ao carinho precioso de uma avó?

Quando ele nasceu, o primogênito, a amiga mineira me disse uma frase linda que nunca esqueci: “O amor de um neto é um amor puro, sem cobranças ou julgamentos. Não existe nada igual”.

Voltei a questioná-lo suavemente: o que aconteceu na casa da vovó, meu querido? Ele repete: não sei. Sou forçada a abandonar o questionamento. Não dá para exigir qualquer coerência no pensamento de quem recém completou sete anos de vida.

Olho para a imagem de um anjo e peço que me acalme, me guie. Que me livre da vontade de tomá-lo nos braços e fugir para longe. Como um resgate.

Mais tarde, o álbum de fotos no celular é um gatilho para a tristeza. Elas me lembram daquele bebê mais lindo do mundo sorrindo para mim, deitado na minha cama ou no sofá da sala.

Aquela carinha de satisfação, sentindo-se inteiramente acolhido e seguro por alguém que não era pai nem mãe. Mas por uma avó, orgulhosa de poder transmitir o acolhimento e segurança, algo que, de alguma forma, nem eu mesma experimentei.

Relembro o seu primeiro dia de vida, o primeiro dentinho, a ida ao lançamento do meu penúltimo livro, os vídeos enviados durante a pandemia, os momentos partilhados com “Baby Shark” e “Peppa Pig”, o fascínio pelas luzes do abajur (comprado para ele), nossos encontros na saída da creche, os passeios na praça, as mamadeiras no meio da noite e outros tantos momentos aparentemente prosaicos – mas fundamentais para a relação que estava apenas começando.

Sempre pensei que ser avó é uma oportunidade de sermos melhores do que fomos como mães.

E bastava ficar mais de uma semana sem vê-lo para que um temor se instalasse: e se ele esquecer de mim? Mas a sensação logo ia embora quando a porta se abria e ele entrava gritando: vovó! – correndo para o meu colo, muitas vezes com um ramo de florzinha na mão, colhidas por ele mesmo.

Como renunciar a tudo isto, Senhor? Como aceitar assim, sem reclamar, que o tempo está nos distanciando? Sim, eu tenho outros netos.

Mais três precisamente. E tenho profundo afeto por cada um deles – cada um com personalidade distinta. O primeiro neto, no entanto, é algo avassalador. É como a descoberta do amor.

Na verdade, é a própria tradução daquele sentimento que julgávamos ter perdido. Por isto, e depois de experimentá-lo novamente, perder não está nos meus planos, meu caro Luca.

ARTES

Obra de Fabrício Alencar integra mostra coletiva em Londres e reafirma trajetória internacional

Obra de Fabrício Alencar integra mostra coletiva em Londres e reafirma trajetória internacional do artista radicado em Mato Grosso do Sul ao celebrar a força do sagrado feminino

03/03/2026 08h40

Divulgação

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A força simbólica do feminino, a espiritualidade reinterpretada sob a ótica brasileira e o diálogo entre culturas marcam a nova participação internacional do artista plástico sul-mato-grossense Fabrício Alencar.

Radicado em Campo Grande, o pintor integra a exposição coletiva “HER shaping the world”, em cartaz de 4 a 20 de março no Sfumato Art Studio, em Londres.

A mostra, cujo título pode ser traduzido como “ELA moldando o mundo”, celebra a potência transformadora das mulheres por meio da arte e reúne artistas de diferentes nacionalidades sob a curadoria de Patrícia Evangelista.

É nesse contexto que Fabrício Alencar apresenta ao público europeu a obra “MADONA (dos trópicos)”, um acrílico sobre tela de 70 cm x 1 m que propõe uma releitura profunda de um dos ícones mais tradicionais da história da arte ocidental.

“É uma honra anunciar minha participação na exposição ‘HER shaping the world’, em Londres. Neste mês, celebramos a força e a influência das mulheres que moldam o nosso mundo através da arte”, afirmou o artista.

NOVA IMAGEM DE MARIA

Na obra apresentada em Londres, Fabrício Alencar rompe com o arquétipo clássico renascentista e barroco da Virgem Maria com o menino Jesus no colo. Em vez da representação europeia consagrada ao longo dos séculos, o artista traz à tela a figura de uma mulher indígena brasileira amamentando seu filho.

“Madona (dos trópicos)”, de Fabrício Alencar - Foto: Divulgação

“Faço a releitura da imagem de Nossa Senhora com o menino Jesus no colo, quebrando o arquétipo da imagem clássica renascentista e barroca com a imagem figurativa de uma mulher indígena brasileira, com seu filho índio no colo ao ser amamentado”, explicou.

A escolha não é apenas estética – é política, cultural e simbólica. Ao deslocar a imagem sagrada para o contexto dos trópicos e associá-la à ancestralidade indígena, o artista questiona padrões históricos de representação e amplia o sentido universal da maternidade.

“A ideia principal desse quadro é que o amor de Maria, senhora e mãe de todos, não tem fronteiras de cor, crenças, nacionalidades ou classes sociais. Esse amor incondicional, para mim, traduz toda a força do feminino”, destacou.

Em “Madona (dos trópicos)”, o sagrado encontra o Brasil profundo. A maternidade é retratada não como ideal distante, mas como experiência concreta, enraizada na terra, na cultura originária e na vivência cotidiana. A obra também dialoga com o mês de março, período simbólico de valorização das mulheres em diversas partes do mundo.

TRAJETÓRIA

A participação na exposição em Londres não é um fato isolado na trajetória de Fabrício Alencar. Natural de Santarém (PA) e radicado há anos em Campo Grande, o artista vem consolidando seu nome no circuito internacional de arte contemporânea.

Em abril de 2025, ele representou Mato Grosso do Sul na World Art Dubai, realizada no Dubai World Trade Centre, considerada a maior feira de arte contemporânea de varejo do mundo. Na ocasião, apresentou três obras da coleção Passarada, inspirada na fauna brasileira.

A série, marcada por aquarelas com pinceladas no estilo sumiê (técnica milenar chinesa e japonesa) retrata aves como canários e uirapurus, símbolos de liberdade e identidade nacional. Segundo o artista, a coleção nasceu de memórias de momentos de contemplação da natureza e da observação dos animais em seu habitat.

“As cores e formas me inspiram e eu as traduzo em aquarelas com pinceladas no estilo sumiê, arte milenar chinesa e japonesa”, explicou à época.

A experiência em Dubai ampliou sua visibilidade internacional e abriu novas portas. O contato com galerias estrangeiras, especialmente no Reino Unido, foi fundamental para essa expansão.

A aproximação com a curadora Patrícia Evangelista, proprietária do Sfumato Art Studio, resultou, primeiro, na seleção para a feira em Dubai e, agora, na participação na mostra em Londres.

O reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo artista também se refletiu no âmbito local. Em 18 de março de 2025, Fabrício Alencar foi homenageado pela Câmara Municipal de Campo Grande com moção de congratulações, proposta pela vereadora Luiza Ribeiro.

A honraria destacou a importância de sua participação na World Art Dubai e o orgulho de ver o nome da capital sul-mato-grossense projetado internacionalmente.

A homenagem consolidou o entendimento de que a trajetória do artista ultrapassa conquistas individuais e representa a força da produção cultural do Estado em diálogo com o mundo.

LINGUAGEM DO PINCEL

Radicado em Mato Grosso do Sul há cerca de sete anos, Fabrício construiu uma linguagem própria que combina espiritualidade, identidade brasileira e influências orientais. Sua obra transita entre a delicadeza das pinceladas e a profundidade simbólica dos temas escolhidos.

“Esse amor incondicional, para mim, traduz toda a força do feminino” Fabrício Alencar, artista - Foto: Divulgação

Se na coleção Passarada a natureza e a fauna pantaneira eram protagonistas, em “Madona (dos trópicos)” o foco recai sobre o feminino como força estruturante da sociedade. Em ambos os casos, há um elemento comum: o pertencimento.

O artista transforma referências locais em narrativa universal. Ao representar aves brasileiras com técnica oriental, ele conecta continentes. Ao retratar Maria como uma mãe indígena, ele universaliza o amor materno a partir de uma estética latino-americana.

Essa capacidade de dialogar com diferentes culturas é um dos fatores que explicam sua inserção em espaços internacionais relevantes. Londres, um dos principais centros culturais do mundo, torna-se agora palco para essa nova etapa.

FORÇA FEMININA

A exposição “HER shaping the world” propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade contemporânea. Ao reunir artistas de diversas nacionalidades, a mostra constrói um mosaico de perspectivas sobre identidade, resistência, maternidade, poder e criação.

Nesse contexto, “Madona (dos trópicos)” ganha camadas adicionais de significado. A obra não apenas revisita um ícone religioso, ela também questiona padrões históricos de representação feminina.

Ao colocar uma mulher indígena no centro da narrativa sagrada, Fabrício tensiona estruturas simbólicas construídas ao longo de séculos de arte eurocêntrica.

A pintura sugere que o sagrado também habita corpos historicamente invisibilizados, que o divino pode ter traços indígenas e que a maternidade não pertence a um único padrão estético ou cultural. “Assim engrandecendo as mulheres e a importância do seu papel na sociedade”, resumiu o artista.

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