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AGENDA CULTURAL

Som de Begèt de Lucena, Louva Dub e Marta Cel; nos cinemas, assista aos indicados ao Oscar

Begèt De Lucena realiza o show "Pau, Pedra & Corda", o primeiro desde o atentado sofrido em outubro, hoje; Louva Dub e Marta Cel estão entre as atrações de feiras culturais; e, nos cinemas, filmes indicados ao Oscar entram em cartaz

Cruzando referências que vão de Luiz Gonzaga a Paulo Simões, passando pelo gaúcho Vitor Ramil, o cantor pernambucano marca a sua volta ao circuito com o show "Pau, Pedra & Corda", hoje, às 20h, no Teatro do Mundo; Rua Barão de Melgaço, nº 177, Centro

Cruzando referências que vão de Luiz Gonzaga a Paulo Simões, passando pelo gaúcho Vitor Ramil, o cantor pernambucano marca a sua volta ao circuito com o show "Pau, Pedra & Corda", hoje, às 20h, no Teatro do Mundo; Rua Barão de Melgaço, nº 177, Centro - Reprodução/Marithê do Céu

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Será acompanhado de Ton Alves (violões), Dhonattas Oliveira (violões), Adriel Santos (percuteria) e Lucas Rosa (percussão) que Begèt De Lucena subirá ao palco do Teatro do Mundo para apresentar hoje “Pau, Pedra & Corda”, seu primeiro show com produção completa desde que foi vítima de um atentado, na Rua 14 Julho, no outubro do ano passado, quando recebeu quatro facadas. Em dezembro, o cantor chegou a ser novamente internado, após ter recebido alta, em decorrência de uma pneumonia.

Mas nem o punhal nem a pneumonia foram capazes de parar o artista pernambucano de 36 anos, que desde a infância vive em Campo Grande. Ele promete cantar a plenos pulmões quando entrar em cena, travestido, no show de hoje, cujos ingressos (R$ 40 via Sympla) estão quase esgotados.

“Vai ser um show muito bonito, muito memorável”, anuncia Begèt.

Com direção musical de Ton Alves, figurino de Fábio Maurício, iluminação de Fernando Lopes Lima e produção a cargo do estafe da Estação Cultural Teatro do Mundo, o cantor fará um passeio aplicado por seu repertório autoral, calcado no álbum “Cygano” (2019), que envolve “Bolero de Criolo”, gravada em parceria com Ney Matogrosso, “Balada do Cachorro Louco” e “Cinema Americano”, e vai além por singles posteriores, a exemplo de “De Primeira” e “Dons (Um Sem-Fim de Emoções no Jardim)”, ambos de 2023, e “Força Bruta” (2021).

Suas raízes, tanto as do sertão nordestino quanto as sul-mato-grossenses, também estarão contempladas. Nas palavras do intérprete, o show terá “canções que marcam o Brasil Profundo, meu berço, no Exú (PE), canções de amor e poesia que atravessaram tempos e composições de algumas pratas da casa, como Geraldo e Celito Espíndola, Paulo Simões e diversas composições que marcaram meu primeiro álbum de estúdio, o ‘Cygano’”. Confira entrevista exclusiva com Begèt clicando aqui.

O convite nas redes sociais do artista e do Teatro do Mundo para a apresentação de hoje instiga o público ao definir que será “um show abraçado por poesia, fumaça, dor e microfonia”. A nota segue afirmando que se trata de “uma nova versão e uma experiência mais sensorial e acústica”, na qual “o Cygano – que tem andado pelas ruas do mundo” – vai “cantar suas dores e amores” e provar sua “Força Bruta”, uma alusão a um dos hits begètianos.

Marcos Pierry

ZIRIGUIDUM

A 18ª edição da Feira Ziriguidum, amanhã, das 16h às 22h, na Praça do Preto Velho, além de uma diversificada gastronomia e estandes de moda, arte e artesanato, vai reunir um elenco musical e tanto. Um dos destaques será o Louva Dub, que mistura o dub jamaicano com uma miscelânea de outras referências, como a sonoridade sul-mato-grossense mais tradicional e o pop contemporâneo.

O grupo manteve intensa atividade de 2007, quando foi criado, até 2013 e, na atual formação se apresenta em formato de trio, com Lauren Cury nos vocais, Daniel Geleilate no baixo e Anédio Izumi na bateria. “Sing to Jah”, “Skalabuta”, “Promessa”, “Riacho de Tempo”, “Na Janela” e “Apaga a Luz” estão garantidas no repertório que a banca mostrará. O cantor Dovalle, com seus bregas e boleros, e Beca Rodrigues ao lado Silveira, mandando ver “do pop ao soul”, completam o line-up.

E a Ziriguidum não para por aí. Terá ainda degustação de cervejas especiais e lançamento de livro. “Análise Sensorial Pública” é como o pesquisador Guilherme Fiorese da Silva Moraes, doutorando do Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), está chamando a etapa pública de seu projeto Produção e Caracterização de Cerveja Enriquecida com Produtos Naturais do Cerrado e Pantanal Brasileiros, que ele desenvolve sob orientação da professora Nídia Cristiane Yoshida e coorientação da professora Raquel Pires Campos. Na prática, quem pinta por lá poderá degustar e opinar sobre as combinações que Moraes vem experimentando.

Já o arquiteto, urbanista, professor e pesquisador Rubens Moraes da Costa Marques estará na feira para autografar “Trilogia do Patrimônio Histórico e Cultural Sul-Mato-Grossense”, obra contemplada pelo FIC, e bater um papo sobre a publicação. A Praça do Preto Velho está localizada no encontro da Avenida Fábio Zahran com a Salgado Filho. Entrada franca. Mais informações: (67) 99297-5673.

BOROGODÓ

Já na Feira Borogodó, quem dita as regras é o espírito do Carnaval. Nesta oitava edição, das 9h às 15h deste domingo, na Praça Coophafé (Rua das Garças, nº 3.164, próximo à Via Park), a proposta é um encontro de alguns blocos de rua da Capital, que estarão com a missão de “dar início às comemorações da arte popular de rua mais conhecida do nosso país”. O grande destaque será a presença da cantora Marta Cel e das passistas da Escola de Samba Igrejinha. O Grupo Mistura das Minas, DJ Tamys e Palhaço Pepa também se apresentarão.

“A VERDADEIRA DOR"

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Escrito, dirigido e estrelado por Jesse Eisenberg, o filme indicado a dois prêmios Oscar (Roteiro Original e Ator Coadjuvante para Kieran Culkin) conta, com graça e sensibilidade, o percurso os primos David e Benji, que viajam pela Polônia para homenagear sua avó; a aventura se complica quando antigas tensões ressurgem, enquanto exploram a história de sua família; em cartaz no Cinemark.

“EMILIA PÉREZ”

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A mulher trans Karla Sofía Gascón, que concorre ao Oscar de Melhor Atriz, protagoniza o longa “Emilia Pérez”, do diretor francês Jacques Audiard, que entrará em pré-estreia na Capital neste fim de semana; confira a sinopse: Rita trabalha em um escritório de advocacia mais interessado em lavar dinheiro do que em servir a lei. Para sobreviver, ela ajuda um chefe do cartel a sair do negócio para que ela possa finalmente se tornar a mulher que sempre sonhou ser.

DO VALLE

O cantor também será um dos destaques da Feira Ziriguidum, amanhã, na Praça do Preto Velho; no repertório, os já consagrados bregas e boleros do artista.

MARTA CEL

Ao lado das passistas da Escola de Samba Igrejinha, a cantora animará a Feira Borogodó, neste domingo, com sua MPB e seus sambas cheios de groove.

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CAMPO GRANDE

Associação promove corrida e caminhada para conscientizar sobre o autismo; saiba como se inscrever

3ª. Corrida e Caminhada da AMA será realizada no domingo, em comemoração do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

01/04/2025 16h15

Foto: Divulgação

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Nesta quarta-feira se comemora o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo; a data foi instituída pela ONU em 2007 para estimular o conhecimento sobre o assunto e é levantando essa bandeira que a Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Grande (AMA) convida a população da capital para participar da 3ª. Corrida e Caminhada da AMA no próximo domingo

“O Transtorno do Espectro Autismo (TEA) não é uma doença, é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório de interesses restritos que não têm cura.”

Quem informa é a assistente social Divina Oruê, que atua na Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Grande (AMA) e, ao lado de André Luiz de Oliveira, professor da instituição, é responsável pela organização da 3ª. Corrida e Caminhada da AMA, a ser realizada no próximo domingo, a partir das 6h30 da manhã, no estacionamento da Assembleia Legislativa (Parque dos Poderes), com início da prova às 7 horas.

EMPATIA E RESPEITO

A corrida é o principal evento realizado pela entidade para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta quarta-feira, 02 de abril, e instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 com o objetivo de estimular o conhecimento sobre o TEA, bem como a importância do diagnóstico precoce e do tratamento.

O tema escolhido pela ONU para mobilizar a população global em torno do assunto - “Informação gera empatia, empatia gera respeito” - reveste ainda de mais importância o depoimento acima da assistente social e a realização da corrida.

“O foco principal é a divulgação sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, para diminuir o preconceito e abranger o conhecimento da população. Todo recurso arrecadado será destinado para manutenção da instituição”, afirma Divina, comentando a corrida, que deve reunir - entre atletas mais experimentados e a população em geral, incluindo autistas e seus familiares - em torno de 1.500 participantes. 

“A iniciativa da corrida surgiu da necessidade de criar um evento que fosse capaz de chamar a atenção para a causa do autismo, promovendo conscientização e inclusão. A ideia inicial era fazer algo diferente e impactante que alcançasse esse objetivo, visando o mês em que se comemora o Dia Mundial sobre a Conscientização do Autismo. Foi um desafio bastante grande os detalhes logísticos, a escolha do local, a definição do percurso, a organização da infraestrutura e a parceria dos serviços”, conta Divina.

As inscrições se encerram amanhã e podem ser realizadas pelo site https://www.kmaisclube.com.br/ ou pelo número 67 99267-4088, com valores de R$ 60 (doadores e 60+), R$ 80 (caminhada 3km) e R$ 100 (corrida 5km e 10km) para o terceiro lote.

São 11 categorias por idade entre 16 e 69 anos, além da categoria para participantes a partir dos 70 anos. A retirada dos kits, no próximo sábado, poderá ser feita das 9h às 17h na sede da AMA - Av. Bandeirantes, 215, bairro Amambai.

Os kits incluem camiseta, número de peito e chip individual para acompanhamento da performance, além de brindes.

“As inscrições foram abertas em dezembro e a equipe trabalhou bastante para promover a corrida e atrair participantes. A cada ano, a corrida tem alcançado sucesso, com um aumento no número de inscrições. Isso demonstra que a iniciativa está alcançando seu objetivo de promover conscientização e inclusão sobre o autismo”, avalia a assistente social.

A AMA

A Associação de Pais e Amigos do Autista de Campo Grande foi fundada em 1990 por um grupo de acadêmicos de Psicologia da FUCMAT e, após dois anos de estudos, foi apresentada à sociedade campo-grandense, no I Encontro Sul-Mato-Grossense de Autismo.

“A AMA oferece um espaço preparado e minuciosamente adaptado às necessidades do nosso público, o que colabora para a qualidade do atendimento prestado a todos”, apresenta Divina, que lista a série as várias frentes de atuação da entidade.

“Saúde, educação e assistência social, atendendo crianças, adolescentes, adultos e os seus familiares, e oferecendo às pessoas com autismo, atendimentos diferenciados: atendimento educacional especializado (AEE), educação física, dentista, nutricionista, psicologia, musicoterapia, fonoaudiologia, capoeira, oficinas de artes, teatro, mídias sociais e os grupos onde todos as pessoas com TEA podem participar e desenvolver suas habilidades e talentos.”

No total, a AMA atende regularmente 166 pessoas com autismo e seus familiares, contando para isso com uma equipe de 33 profissionais - entre médicos, professores, pessoal do administrativo, cozinha e serviços gerais.

O objetivo é “de promover e articular ações de defesa de direitos e prevenção, orientações, prestação de serviços, apoio à família, direcionadas à melhoria de qualidade de vida da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e à construção de uma sociedade justa e solidária”, segundo a colaboradora da AMA.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Divina destaca o papel que as políticas públicas têm desempenhado no segmento. “A AMA reconhece os avanços significativos nas políticas públicas destinadas às pessoas com TEA em Campo Grande e no Mato Grosso do Sul. Iniciativas recentes refletem um compromisso crescente com a inclusão e o bem-estar dessa população”, afirma.

“Em 2024, por exemplo, Campo Grande se destacou ao anunciar a implementação de espaços sensoriais nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Coronel Antonino e Universitário. Esses ambientes foram projetados para oferecer um atendimento mais humanizado às pessoas com TEA, reduzindo estímulos sensoriais e proporcionando maior conforto durante o atendimento de urgência e emergência”, argumenta Divina.

Para fazer doações em dinheiro para a AMA: Caixa Econômica Federal, Ag: 1108, Conta Poupança: 52326-9, Operação: 013; ou por PIX: 26.824.425/0001-09.

Sinais comuns na criança com autismo

  • Brinca ou usa o brinquedo de forma incomum;
  • Choro ou risadas inapropriadas;
  • Dificuldade com a mudança de rotina;
  • Apego a objetos inusitados;
  • Hiperatividade;
  • Dificuldade em relacionar com pares da mesma idade;
  • Ausência da fala ou fala ecolálica;
  • Sensibilidade a alguns sons;
  • Ausência de consciência do perigo;
  • Baixa tolerância à frustração

MÚSICA REGIONAL

Márcio de Camillo canta músicas de Geraldo Rocca em seu novo trabalho

Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar

01/04/2025 10h00

"O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum" Foto: Divulgação/Márcio de Camillo

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Recebo mensagem de Márcio de Camillo me avisando sobre seu novo trabalho. “Márcio de Camillo canta Geraldo Roca”. Um show ao vivo que virou disco e já está disponível nas plataformas digitais.

Aproveito a estrada entre a minha casa e o trabalho para ouvir o disco. Ouvir Roca na voz de Camillo é quase um delírio. Uma surpresa, uma saudade imensa, muitas lembranças. Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar.

A praia pantanal me serve de ponte para unir, em mar aberto imaginário, o Rio de Janeiro – lugar de nascimento – ao coração do Brasil, onde Geraldo Roca se fez e se desfez desse plano. Seu coração, irrigado por sangue pantaneiro, fazia dos campos alagados, das fronteiras paraguaia e boliviana seu berço metafísico. E foi assim sempre.

Talvez isso também sirva pra explicar por que a passagem meteórica dele por aqui tenha início figurado e fim real nestas plagas, onde aprendemos desde cedo a sonhar em Guarany e poemar em Manoelês.

Os carros passam por mim em alta velocidade. Eu ouço Camillo cantando Roca. E me transmuto. O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum. Não, Geraldo não cabe em uma única caixinha. E Márcio sabe disso. 

Às vezes, ele encarna um bardo. Um Dylan pantaneiro em letras incomuns, longas e lisérgicas. Em outras, reúne numa só figura a essência folk de Crosby, Still, Nash & Young. Mas nesse universo BeatFolkPolkaRock há espaço para a mansidão de um Caymmi fronteiriço, para a sutileza urbana de um Jobim. Geraldo, como eu disse, não cabe numa caixinha.

E tudo isso se transforma em mais, muito mais, na homenagem à altura dos arranjos, das violas, da flauta, do celo reunidos por Márcio de Camillo nesse show que vira disco e que se torna eterno de agora em diante. Pra gente não se esquecer. Nunca. 

Quando Geraldo Roca decidiu sair de cena, fechar as portas desse mundo, que já lhe arreliara o suficiente, era muito cedo pra isso. Foi o que todos pensamos. Mas ele era dono de seus próprios rumos. Sua poesia e sua música seguem aqui. Pra nossa sorte, a desassossegar nossos ouvidos e almas. Agora, mais ainda, na voz também infinita de Márcio de Camillo. 

P.S.: Márcio. A foto da capa é uma obra de arte. É você nele... É ele em você. Uma fusão, uma incorporação. Cara... que disco!!!

Brasília, 25/3/2025

"Souber ler a música de fronteira"

O cantor, compositor e instrumentista Márcio de Camillo estreou o show “Do Litoral Central do Brasil: Márcio de Camillo Canta Geraldo Roca”, no Teatro Glauce Rocha, no dia 24 de setembro de 2024. Com direção de Luiz André Cherubini, o show é uma homenagem ao “cantautor” Geraldo Roca, falecido em 2015, considerado um dos principais compositores da música regional de Mato Grosso do Sul.

Roca é autor, em parceria com Paulo Simões, da música “Trem do Pantanal”, sucesso na voz de Almir Sater. Considerado maldito por seus pares, era chamado de príncipe por Arrigo Barnabé. Sua produção musical pode ser considerada pequena, se tomarmos como referência a quantidade de composições e discografia, mas analisada a fundo, perceberemos um artista de voz potente e marcante, com composições inspiradas e profundas.

São polcas, rocks, chamamés, guarânias e até baladas, e Márcio de Camilo, amigo e admirador de Roca, aprofundou-se na pesquisa para definir o repertório como “uma panorâmica deste artista reverenciado, cantado e gravado por amigos que, assim como ele, fizeram parte da ‘geração de ouro’ da música pantaneira sul-mato-grossense: Paulo Simões, Alzira E, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Almir Sater, entre muitos outros”, como afirma Camillo.

“Além de um músico que eu admirava muito, não só como compositor, mas como violonista, violeiro e cantor, Roca influenciou muito a música da minha geração”, conta o músico. “Além disso, ele era meu vizinho, morava em frente à minha casa. A gente saía para jantar, para conversar, éramos amigos. Conheço a obra dele e vejo a obra dele na minha, compusemos uma canção juntos, em parceria com outros compositores, chamada ‘Hermanos Irmãos’”, relembra Camillo.

“Também dividimos uma faixa no CD ‘Gerações MS’ chamada ‘Lá Vem Você de Novo’. Roca é referência e pedra fundamental na construção da moderna música sul-mato-grossense. Ele soube ler a música de fronteira, mesclando elementos do rock, do pop, do folk, criando um estilo único. Ele é um verdadeiro representante do folk brasileiro”, conta.

A arte visual do show, com fotos feitas por Lauro Medeiros, foi baseada no álbum “Veneno Light”, que Geraldo Roca lançou em 2006. A foto principal de divulgação do show faz referência direta à capa deste álbum, cuja foto original é assinada pelo cineasta Cândido Fonseca. (Da Redação)

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