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Tarô da Semana de 15 a 21 de junho: Quatro de Paus Tempo de celebrar a vida

Depois de um período de desafios, ajustes e construção, o Tarô traz como regente da semana o Quatro de Paus, uma carta que fala sobre conquistas, celebrações e a importância de reconhecer o caminho percorrido.

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A carta desta semana é o Quatro de Paus, um dos arcanos mais alegres e acolhedores do Tarô. Sua mensagem é simples, mas poderosa: chegou a hora de celebrar.

Em um mundo que nos incentiva constantemente a correr atrás da próxima meta, do próximo compromisso e da próxima conquista, o Quatro de Paus surge para nos lembrar de algo essencial: também é preciso reconhecer o caminho já percorrido.

Na imagem tradicional da carta, vemos pessoas reunidas em uma celebração. Há dança, alegria, acolhimento e uma sensação de pertencimento. O Quatro de Paus fala justamente sobre isso: os momentos em que fazemos uma pausa para compartilhar a felicidade, fortalecer vínculos e agradecer pelas conquistas, grandes ou pequenas.

Esta energia combina perfeitamente com o período que estamos vivendo. Junho é um mês marcado por encontros, reencontros e tradições afetivas. As festas juninas reúnem famílias, amigos e comunidades em torno da música, das comidas típicas e da alegria coletiva.

Ao mesmo tempo, os jogos da Copa do Mundo transformam salas de estar, bares e praças em espaços de convivência, onde torcemos, vibramos e compartilhamos emoções.

Independentemente do resultado das partidas, existe algo muito especial nesses momentos: eles nos lembram que a vida também acontece nos intervalos da rotina, nas conversas despretensiosas, nas risadas espontâneas e na companhia das pessoas que amamos.

Quatro de Paus — celebração, união e pertencimento

O Quatro de Paus é uma das cartas mais associadas ao casamento, às uniões afetivas, aos reencontros e à construção de uma base sólida para a vida. Sua energia está ligada aos momentos em que percebemos que algo importante floresceu e ganhou estrutura suficiente para ser apreciado.

Mais do que representar uma festa, o arcano simboliza a conclusão bem-sucedida de uma etapa. É a sensação de cruzar um portal e entrar em uma nova fase, levando consigo tudo o que foi aprendido ao longo do caminho.

Por isso, ele também está relacionado aos ritos de passagem: mudanças de casa, formaturas, casamentos, nascimentos, promoções e qualquer experiência que marque uma transição significativa.

A carta nos recorda que nenhuma trajetória é construída isoladamente. Família, amigos, parceiros e pessoas queridas compõem a rede de apoio que sustenta nossos passos.

O Quatro de Paus fala sobre comunidade, acolhimento e sobre a importância de cultivar vínculos capazes de atravessar os diferentes ciclos da vida.

Existe ainda um simbolismo importante ligado ao lar. E aqui, lar não significa apenas um espaço físico. Pode ser uma relação, um grupo, uma amizade ou até mesmo uma nova forma de enxergar a si próprio. O arcano sugere a sensação reconfortante de finalmente encontrar o seu lugar.

Muitas vezes estamos tão focados no próximo objetivo que deixamos de perceber o quanto já avançamos. O Quatro de Paus convida a mudar essa perspectiva. Em vez de olhar apenas para o que ainda falta conquistar, ele propõe um exercício de consciência sobre tudo o que já foi construído.

Esta é uma carta associada à estabilidade e ao fortalecimento de estruturas duradouras. Ela indica que algo importante está encontrando seu equilíbrio. Pode ser um projeto que amadureceu, uma relação que atravessou desafios e se consolidou, uma conquista profissional ou uma fase de maior segurança emocional.

O momento também favorece encontros, reconciliações e experiências que fortalecem o senso de conexão. Existe uma energia de cooperação no ar, lembrando que o sucesso costuma ser mais significativo quando pode ser compartilhado.

No amor, o Quatro de Paus fala de relações que oferecem acolhimento e confiança. Para quem está solteiro(a), encontros sociais, comemorações e atividades em grupo podem criar oportunidades para conexões genuínas. A tendência é que as relações surjam de forma natural, a partir de interesses e valores em comum.

Para quem já vive uma relação, a carta favorece planos conjuntos, fortalecimento dos laços e conversas sobre o futuro. É uma energia que estimula compromisso, parceria e construção.

Na vida profissional, o arcano aponta para reconhecimento e satisfação pelos resultados alcançados. Projetos podem chegar a uma conclusão positiva, equipes podem celebrar conquistas e esforços realizados ao longo dos últimos meses tendem a produzir retornos concretos.

Nas finanças, a energia é de equilíbrio e responsabilidade. O período favorece decisões voltadas para conforto, segurança e planejamento de longo prazo, permitindo desfrutar dos frutos do trabalho sem perder a visão de futuro.

O Quatro de Paus também nos convida a refletir sobre o valor dos marcos cotidianos. Nem toda vitória precisa ser extraordinária para ser significativa. Às vezes, a conquista está em encerrar um ciclo difícil, manter a constância em um projeto ou simplesmente perceber que você se tornou mais forte do que era há alguns meses.

Quantas vezes você alcançou algo importante e imediatamente voltou sua atenção para a próxima preocupação?

Esta carta sugere outra postura: a de honrar o presente.

Permita-se reconhecer seu esforço. Observe o quanto cresceu, o quanto aprendeu e o quanto construiu. A felicidade não mora apenas nos grandes acontecimentos do futuro; ela também está presente nos instantes em que conseguimos enxergar a beleza do caminho percorrido.

O Quatro de Paus lembra ainda que alegria, lazer e convivência não são distrações da vida: são parte dela. O equilíbrio emocional depende tanto da realização quanto da capacidade de desfrutar os momentos de pausa.

Talvez a energia desta semana se manifeste em uma reunião familiar, em uma noite de festa junina, em um encontro para assistir a um jogo ou em uma conversa capaz de renovar o sentimento de proximidade com pessoas importantes.

Existe uma força especial nos momentos compartilhados. Eles fortalecem vínculos, renovam a esperança e nos ajudam a lembrar que, mesmo diante dos desafios, há motivos para agradecer.

Por isso, a mensagem do Quatro de Paus para os próximos dias é clara: celebre a vida em todas as suas formas. Valorize suas conquistas, fortaleça seus laços e reconheça a abundância presente nos pequenos e grandes momentos da jornada.

Afinal, muitas das lembranças mais preciosas não nascem dos acontecimentos extraordinários, mas das experiências simples que vivemos ao lado de quem amamos.

Nesta semana, permita-se celebrar a vida.

Muita luz,

Ana Cristina Paixão

Diálogo

Tem deputado que descobriu um jeito, digamos, elegante de mandar... Leia na coluna de hoje

Leia a Coluna Diálogo desta terça-feira (14)

14/07/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Cecília Meireles - escritora brasileira

"Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”

FELPUDA

Tem deputado que descobriu um jeito, digamos, elegante de mandar recado ao Governo: basta aparecerem trechos esburacados nas rodovias de MS para cobrar providências imediatas. A pauta, claro, é a conservação das estradas. Mas, nos bastidores, a leitura é outra. Quando a reclamação ganha tom de forma constante, deixa de ser apenas preocupação com a situação. Em ano de eleição, buraco também serve de outdoor político. Vale lembrar que tais problemas estão sendo “descobertos” somente agora, atribuindo-se à “queixas de moradores”. Huum...

Na sola

De olho em 2026, o deputado federal Beto Pereira buscou em São Paulo o respaldo do governador Tarcísio de Freitas e do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.

Mais

Apoio partidário é importante, mas a avaliação é outra: voto se conquista mesmo é percorrendo as ruas empoeiradas de MS. Palanque ajuda, mas sola de sapato continua sendo insubstituível.

DiálogoFoto: Arquivo Pessoal

A UFMS de Chapadão do Sul acaba de alcançar um marco importante. A pesquisadora Karoline Günther Morata tornou-se a primeira doutora formada pelo Programa de Pós-Graduação em Agronomia do câmpus. E estreou em grande estilo. Sua pesquisa desenvolveu uma tecnologia que combina sensores de alta precisão e inteligência artificial para identificar nematoides – os vermes que atacam as raízes de soja e algodão – antes mesmo de aparecerem os sintomas nas plantas. Assim, o produtor poderá agir mais cedo, reduzindo prejuízos e aumentando a produtividade. O estudo é considerado pioneiro e reforça o protagonismo da UFMS na produção de conhecimento voltado ao agronegócio.

DiálogoKamily Yuuna Kaibara Kubota, representante de MS, foi eleita Miss Nikkey Brasil durante a final realizada em São Paulo, dia 11 - Foto: Divulgação

 

DiálogoGiulianna Arcuri - Divulgação

Curto-circuito

A base da prefeita Adriane  Lopes anda mais parecida com oposição de si mesma. Na Câmara Municipal de Campo Grande, aliados trocam farpas com frequência preocupante. O clima esquentou tanto que o caso foi parar no Conselho de Ética. Um vereador teria insinuado que outro colega seria corrupto. Depois da acusação, o ambiente passou a ter, dizem, vários fios em curto-circuito. Assim, quem deveria defender a administração agora precisa acalmar os próprios aliados. Afe!

Recado

A carta de Jair Bolsonaro teve efeito imediato em Mato Grosso do Sul. Ao colocar Flávio como pré-candidato ao Planalto, também reorganizou o tabuleiro. Entre as peças que perderam espaço está o deputado Marcos Pollon. A esperança de disputar o Senado pelo PL ficou ainda mais distante. Quando o recado vem da principal liderança do partido, sobra pouco espaço para interpretação. Na política, certas cartas não admitem réplica.

No corredor

Na eleição passada, Pollon foi o deputado federal mais votado de MS. O resultado alimentou a expectativa de ocupar a famosa “janelinha” do partido. Tentou viabilizar candidatura ao governo e encontrou a porta fechada. Inconformado, disparou críticas pesadas contra a cúpula do PL. O tempo passou, o cenário mudou e os ventos sopraram em outra direção. Na política, prestígio também tem prazo de validade. Quem sobe pelo elevador da votação pode descer pela escada da realidade. 

Aniversariantes

Maira Lúcia Pires de Rezende,
Marcos Vinicius Abreu Silva,
Vera Silvia Saad, 
Dr. Julizar Barbosa Trindade Júnior,
Mariana Braga,
Vania Cardoso, 
Altidor Garcia Lima Filho,
João Francischini Filho,
Maria Tereza Oliveira Franco,
Paulo Sérgio Sombra de Souza, 
Roseli Maria Cervi Kohl,
Sérgio Guimarães Dias,
João Cação,
Milton Oliveira da Silveira,
Paulo Cesar de Oliveira,
Carmem Lucia de Pierre Dalberto,
Marcelo Poy Frainer,
Thiago Segatto de Faria, 
Antônio Russo Netto,
Thiago Brandão,
Eduarda Almeida dos Reis,
Andréa Brandão,
Leonilce Gubert Brodzinski,
Noely Rabello de Barros Trindade,
Ana Patricia Saldanha Rodrigues,
Gilberto Roman Dias,
Marcílio Alves da Silva,
Maria Carolina El Daher,
Elso Gaban Júnior, 
Thiago Moura Nacer,
Mario Marcio Neres Dias,
Rubens de Carvalho,
Jorge Veimar Sayd Pinto,
Edna Knust Modesto,
Juliana Comparin,
Margareth Barbosa Medeiros,
Clovis Mareco,
Nedir Martins da Silveira,
Dr. Abdala Naufal,
Rubens Marques dos Santos,
Adonias Moreira de Souza Junior,
Ana Paula Rezende Munhoz,
Marcos Roberto Carvalho de Melo, 
João Câncio Alves Marques,
Maria Denise Pereira,
Estevan Caporossi,
Maria Waleska Bogalho Nogueira,
Renato Corrêa Gamba, 
Dra. Leila Borges Caminha Dias,
José Walbran Jucá,
Gilce Filartiga,
Domingos Sávio Gomes da Silva,
Waldir Coelho,
Benedito Freire,
Alair Aluísio Benevides,
Neuso de Melo,
Nubielli Dalla Valle Rorig,
Regis Fernando Oliveira Barbosa,
Brasília Lopes,
Norma Segovia,
Ana Carla Salomão Budib,
Eduardo Souza Neto,
Rosângela Valério Vilanova,
Cristina de Barros Faria,
Ruben Pedro da Rosa Angelini,
Júlio Fucuta Kotaro,
Dan Kjaer,
Augusto César Alexandre,
Suzete Maria Proença,
Suellen Ingrid Rossi Rodrigues,
Milane Ribeiro Toledo, 
Acir Silva Nascimento,
Helen Cristina Cabral Ferreira,
Miziane Garcia Freitas,
Juliane Laudisio Felicio,
Joacil Ferreira Gomes,
Abel Pavão da Silva,
Lourivaldo Nogueira Rodrigues,
Sebastião Amorim,
Boaventura Baptista, 
Leonardo de Souza, 
Geanne Lobo,
Alberto Zeiger, 
João Ribeiro Homem,
Lurdes Braga Fracalossi,
Veneide Galano Gonçalves Abrahão,
Camila Alacon Gomes,
Syrlo Fernandes Vieira,
Maria Augusta da Costa Nogueira,
Abel Moreira Júnior, 
Roza Vanilde Demundo,
Frederico Otto Filho,
Valéria Cristina Santos de Andrade,
Alisson da Silva Alvarenga,
Celso de Arruda,
Elair Prates Duarte,
Willian de Carvalho,
Jorge Antônio Bataiotti,
Fábio Leite Brandalise,
Aroldo Calves Dias,
Nelson Garragori Graces Lopes,
Osmar Reis de Siqueira,
José Rodolfo Marinho,
Luiz Guilherme Viana Nunes Carneiro,
Elizandra Nunes Pagani,
Maria Inês Domingues Castilho,
Fernando Cassiatori Gonçalves Bravo,
Andreia Carla Secretti Schwingel,
Daniela Brostolin da Costa.

Colaborou Tatyane Gameiro

feira literária

Itamar Vieira Junior defende literatura como instrumento de memória, justiça e esperança

Autor de "Torto Arado" afirma que a arte nasce do incômodo, preserva experiências humanas e amplia o debate sobre as desigualdades brasileiras

13/07/2026 17h03

Itamar Vieira Jr., autor de Torto Arado

Itamar Vieira Jr., autor de Torto Arado Mariana Piell

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Um dos escritores brasileiros mais importantes da atualidade, Itamar Vieira Junior levou à Feira Literária de Bonito (FLIB) uma reflexão que ultrapassa as páginas de seus livros. Autor do premiado Torto Arado, fenômeno editorial traduzido para dezenas de países, ele falou sobre literatura, direito à terra, memória, identidade, liberdade de expressão e os desafios sociais que continuam marcando o Brasil.

Ao longo da conversa, Itamar defendeu que a literatura não é apenas uma forma de entretenimento, mas um espaço de reflexão capaz de preservar memórias, dar voz às experiências humanas e estimular o debate sobre questões históricas que permanecem atuais.

"A arte é a expressão humana talvez mais sofisticada que existe. Ela não existe sozinha, existe acompanhada da imaginação, desse poder de criação que pertence a todos nós", afirmou.

Segundo o escritor, toda obra nasce de um incômodo. Para ele, escrever é um processo de investigação da própria realidade e da experiência coletiva.

"Escrever não é só escrever. Esse ato é acompanhado por uma grande fonte de reflexão, para que eu pense o mundo e uma história particular que quase sempre se replica em uma história coletiva", concluiu.

Esperança em meio às dores

Embora seus romances abordem temas como violência, desigualdade e conflitos sociais, Itamar acredita que suas histórias também carregam esperança.

Ao explicar esse equilíbrio entre dureza e afeto presente em suas obras, ele afirmou que essa característica faz parte da própria identidade brasileira.

"Apesar da dureza da nossa história e do nosso cotidiano, temos uma enorme capacidade de projetar um futuro diferente", afirmou.

Para o autor, o Brasil sobreviveu a processos traumáticos como a colonização, a escravidão e o genocídio dos povos indígenas sem perder completamente sua capacidade de imaginar outro futuro.

Ele também observou que, embora veja um país atualmente mais dividido politicamente, os brasileiros ainda conseguem encontrar pontos de união em manifestações culturais e populares.

O valor da terra

Tema central de Torto Arado, a relação entre as pessoas e a terra voltou a aparecer durante a conversa. Itamar destacou que o maior desafio vivido atualmente por comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais continua sendo a garantia de seus territórios.

Segundo ele, a legislação brasileira possui instrumentos capazes de proteger essas populações, mas a aplicação dessas leis esbarra em disputas políticas e burocracias históricas.

"A terra não é apenas um bem econômico. Essa relação é muito maior. É uma relação vital, simbiótica", defendeu.

O escritor afirmou que assegurar o direito à terra significa preservar histórias, culturas e modos de vida.

"Se não temos um chão para pisar, uma casa para morar ou um campo para trabalhar, tudo isso está em risco", pontuou.

Ao recordar sua trajetória como servidor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde trabalhou por 17 anos, Itamar lembrou dos inúmeros conflitos fundiários que presenciou e das lideranças ameaçadas e assassinadas durante esse período.

Segundo ele, essa vivência foi determinante para a construção de Torto Arado.

"Essa experiência me permitiu apresentar aos leitores um Brasil que muitas vezes não é observado, que é esquecido", afirmou.

Literatura que preserva 

Questionado sobre o papel da literatura na preservação da memória dos povos tradicionais, Itamar afirmou que os livros permanecem como registros históricos, mas possuem uma capacidade única de guardar também aquilo que dificilmente aparece em documentos oficiais: os sentimentos.

"A literatura trata da experiência humana. Ela registra não apenas a memória e a história, mas também a dimensão afetiva e subjetiva da vida", pontuou.

Para ele, justamente por depender da imaginação tanto de quem escreve quanto de quem lê, a literatura consegue alcançar aspectos profundos da existência humana.

Ele também destacou que essa liberdade criativa precisa ser preservada.

"A literatura não pode se censurar. Ela precisa ser livre e dar voz à imaginação", defendeu.

Longa jornada

Durante a entrevista, o escritor também falou sobre como sua atuação profissional influenciou diretamente sua produção literária.

Ele revelou que a primeira versão de Torto Arado foi escrita cerca de vinte anos antes da publicação do romance, quando ainda conhecia a realidade rural apenas pelas histórias contadas dentro de casa.

Foi somente depois de trabalhar no Incra e visitar comunidades quilombolas e assentamentos que conseguiu dar profundidade à narrativa.

"A imaginação se alimenta da vida,", afirmou.

Segundo ele, a convivência direta com essas comunidades permitiu construir personagens mais complexos e apresentar aos leitores um Brasil frequentemente invisibilizado.
 

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