“O show foi preparado com muito carinho. Estamos na turnê ‘Lagum Ao Vivo’, a proposta dessa turnê é fazer um show único em cada lugar que a gente passa. Sempre preparamos os repertórios pouco tempo antes do show, para tocarmos o que a gente tá na pilha, para a gente levar o que ainda não levou para o pessoal. Então, pode ficar tranquilo que todo mundo vai sair do chão. O show vai ser lindo”.
Quem fala é Otávio Cardoso, o Zani, guitarrista da banda Lagum, uma das atrações do Sunset Rock Festival, neste sábado, no Poliesportivo Dom Bosco, que terá ainda mais quatro shows: Di Ferrero (NX Zero), Alziras, Kefla e Neurock. As apresentações começam às 16h30min, e os ingressos custam a partir de
R$ 110 (meia/6º lote).“A gente está completando 10 anos de carreira como Lagum, e uma das lembranças mais marcantes dessa trajetória é a primeira vez que a gente entrou no estúdio para gravar uma música valendo”, conta Zani.
“E foi a partir dessa música que tudo começou a acontecer em nossa vida, que foi a música ‘Senhora’. É engraçado porque o público tem feito a gente lembrar desse momento marcante em todo show, porque a galera não para de pedir, por mais que a gente nunca toque ou só toque às vezes. Foi a primeira vez que a gente gravou uma música valendo, que foi em São Paulo, no ano de 2015”, diz o músico.
“Fica difícil uma principal influência, já que aqui todo mundo escuta um pouquinho de tudo. Mas, com certeza, um som que todo mundo lembra quando ouve Lagum é Charlie Brown Jr., por ter sido um grande representante do rock nacional nesse formato de banda nos últimos tempos. Uma banda que trazia muito o lado instrumental, com um lado poético muito forte. A gente traz isso de uma forma diferente, atualizada, e pode ter certeza que eles representaram muita inspiração para a gente”, completa o também guitarrista Jorge Borges.
E quanto às influências extramusicais?
“Cinema é uma coisa que todo mundo aqui na banda compartilha, o gosto pelos filmes. E literatura também. Tem muitas músicas nossas que são influenciadas por livros. Um exemplo é a música ‘A Gente Nunca Conversou (Ei Moça)’, que foi inspirada por um livro chamado ‘O Pacto’”, conta o vocalista Pedro Calais.
“O jeito de fazer música também. Tem muitas músicas que a gente pensa que têm cara de trilha sonora, de filme, e é uma coisa que a gente consome muito. E também a parte da atuação do cinema é uma coisa que eu, particularmente, gosto muito de me aventurar nisso, de criar personagens, de interpretar em clipes. A gente é muito inspirado por esse lado do audiovisual”, diz o cantor da banda mineira.
“O público pode esperar um show com vários tipos de energia. Energia pro alto para a galera pular. Energia reflexiva pra galera lembrar de coisas legais e tudo mais. E momentos de altos e altos [sic] de várias formas possíveis. E uma coisa que é legal: pedir músicas, porque talvez a gente atenda o seu pedido. Venha com a música engatilhada para você curtir”, garante Francisco Jardim, o Chicão, que responde pelo baixo da Lagum.
DANÇA
O grupo Movidos Dança, de Natal (RN), apresenta hoje, às 20h, no Teatro Glauce Rocha, o espetáculo “Nuvem de Pássaros”. Os ingressos, gratuitos, podem ser reservados pelo Sympla. A montagem traz uma perspectiva contemporânea para a dança na investigação da identidade de corpos diversificados, sem limites para padrões estéticos tradicionais como meio para a execução da cena artística. A apresentação integra o projeto Palco Giratório.
A ideia é dividir com o público um processo de descobertas individuais e coletivas inspirada na trajetória de espécies que compartilham rotas de voo para enfrentar diferentes climas e ameaças. Amanhã, a partir das 14h, o grupo ministra a oficina “Pensamento Giratório”, no Foyer do Sesc Teatro Prosa, a partir das 14h. Para participar, é preciso ter ao menos 16 anos de idade e retirar antecipadamente o ingresso também no Sympla.
Será um bate-papo sobre o papel da dança e sobre dança inclusiva como elemento transformador de realidades e moderador de conflitos que envolvem padrões estéticos normativos, a defesa de uma dança livre de padronizações, capacitismo e toda sorte de exclusões.
BONITO CINESUR
De hoje até o dia 27, mais de quarenta produções de 10 países da América do Sul ganham destaque no Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano, que traz, na programação, além das mostras competitivas, debates, oficinas e homenagens. Um dos destaques é a mostra competitiva de filmes sul-mato-grossenses, com seis produções de realizadores de MS, sob a curadoria do crítico Marcos Pierry, do Correio B.
FURNAS DO DIONÍSIO
Furnas do Dionísio sedia, neste sábado, o 1º Festival de Inverno do Turismo Rural, com uma programação que começa às 18h e segue até as 2h, envolvendo, entre outras atrações, o 1º Arraial do Quilombo e show da dupla Rick & Nando. A entrada é franca, e o jantar, a R$ 35 por pessoa, precisa ser reservado. No cardápio: arroz carreteiro, feijão gordo e pucheiro no tacho. Reservas: (67) 99316-7313 e (67) 99311-2317.