Vendida a R$ 107, ontem, a arroba, 52% mais cara do que em novembro do ano passado (R$ 70), segue batendo recordes e elevou ganhos dos produtores, que andavam minguados desde 2005, quando a febre aftosa diminuiu o rebanho e forçou o abate de matrizes. É por esse motivo também que faltam animais prontos hoje no mercado.
"Estamos nos recuperando de anos trabalhando no vermelho", avalia José Lemos Monteiro, coordenador da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul). Os cálculos do custo de produção estão defasados, mas, com o boi cotado a R$ 95, o gasto era de R$ 82, o que resulta em 15,8% de margem positiva.
É difícil estabelecer um possível teto para a cotação, que chega a R$ 116 no mercado futuro da BM&FBovespa. O presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, acredita que o aumento deve cessar quando o consumidor disser "não" à carne vermelha. (CHB)