A medida urgente para qualificar operários, e evitar que a falta da mão de obra pare o setor, é a Escola de Técnica de Construção Civil, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MS), Amarildo Melo. O projeto, parceria do sindicato com a Federação das Indústrias (Fiems), não anda.
Para realizar o projeto, estão disponíveis R$ 25 milhões, de acordo com ele, mas o dinheiro terá de ser devolvido à Confederação Nacional da Indústria (CNI), de Brasília, porque a Fiems e a Prefeitura de Campo Grande, que teriam cedido o terreno, não levaram o projeto adiante.
"O dinheiro estava alocado, levamos dez anos para conseguir os R$ 25 milhões. É um absurdo a Fiems e a prefeitura não conseguirem fazer essa obra", lamenta o presidente do Sinduscon.
A escola foi anunciada como futuro projeto na comemoração dos 30 anos da Fiems, no ano passado. Em seu site, a instituição divulgou que seis mil vagas seriam abertas entre 2009 e 2010, e mais cinco mil, em 2011.
Para realizar os planos, a prefeitura teria doado terreno de 6 mil metros quadrados, próximos ao Aeroporto Internacional. O espaço era insuficiente, e seriam necessários mais 19 mil metros quadrados para abrigar o prédio, orçado em R$ 5,2 milhões, de acordo com notícias do site da federação.
A assessoria de imprensa da prefeitura restringiu a participação no projeto à doação do terreno, mas não soube informar detalhes. A Fiems não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição, nem se posicionou sobre o assunto. (CHB)