Para não deixar os programas sociais, como Bolsa Família e Vale Renda, trabalhadores optam por continuar na informalidade. Esta é a principal causa dos cursos de qualificação e profissionalização não preencher as vagas disponíveis. Em alguns municípios, as indústrias oferecem cursos com emprego garantido, mas não aparece ninguém, apesar de ter um estoque de desempregados
Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, fábricas precisam contratar 500 trabalhadores em Aparecida do Taboado. No entanto, não houve nenhuma matrícula para o curso oferecido pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai). "Tem 500 trabalhadores com benefícios na cidade", garante o dirigente.
Em Paranaíba, apenas 40% das 150 vagas abertas foram preenchidas. "Tem mil cadastrados na prefeitura, que recebem o Bolsa Família", conta Longen. Ele explica que as famílias optam por continuar recebendo o benefício, por isso correm do emprego formal. Enquanto recebem a bolsa mensal, marido e mulher, por exemplo, complementam a renda com trabalhos domésticos e de limpeza.
Em Terenos, a Fiems e a prefeitura tentaram qualificar 60 trabalhadores, mas só conseguiram 12. A partir de agora, segundo o presidente da Fiems, é preciso mirar os benefíciários dos programas sociais para atender a demanda da indústria sul-mato-grossense. (EB)