A diversão ficou mais cara no ano passado em Campo Grande. Pelo menos é o que mostra pesquisa divulgada hoje sobre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em 2010, do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Uniderp/Anhanguera. As vIdeolocadoras não reajustaram os seus preços de aluguel de filmes em DVD durante 2010. No entanto, ir ao cinema ficou mais caro. Durante os dias úteis da semana houve um aumento do ingresso de 8,3% e nos finais de semana, de 21,4%. A mensalidade dos clubes aumentou 7,5%. “As opções de lazer ficaram acima da inflação acumulada em 2010, mas mesmo assim o que se viu foram os cinemas batendo recordes de publico e os clubes sempre freqüentados pelas pessoas. Já a manutenção de veículos e estacionamentos não sofreu alteração de seus preços ao longo de 2010”, diz José Francisco.
Preços Administrados
Os preços administrados em tarifas de serviços como transporte, água, luz, telefone e cartório também influenciaram na inflação do ano passado. “Não foi observado aumento de tarifa de telefone, a luz subiu 1,7% e a água sofreu reajuste de 15,7% durante o período de outubro de 2009 a 2010”, explica Reis. Ele acrescenta que o transporte coletivo teve ajustes de preços abaixo da inflação. O interestadual foi majorado em 5% e o intermunicipal em 2,8%. Já o urbano não sofreu nenhum reajuste em 2010. Já com relação aos serviços de cartório, os usuários perceberam um aumento de preços na maioria deles. “Para se obter uma certidão negativa o cidadão pagou 12,5% mais caro, o reconhecimento de firma aumentou 6,5% e uma cópia autenticada custou mais 5,6%”, conta.
Educação
Os grupos Educação (6,25%) e Saúde (6,12%) tiveram os seus valores muito próximos da inflação do ano. “Se pensarmos nos ganhos reais do trabalhador, com uma variação positiva no salário mínimo previsto de R$545,00, a variação de R$35,00 sobre o valor vigente em 2010 de R$510,00, não deve repor as perdas com a inflação e as pessoas devem despender esforços para manter o seu poder aquisitivo”, pontua.