Economia

VEÍCULOS

Maior segurança reduz os custos dos seguros

Maior segurança reduz os custos dos seguros

Redação

14/02/2011 - 00h00
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A implantação de políticas públicas de segurança é o principal fator de redução do custo dos seguros de veículos no país, segundo o presidente do Clube dos Corretores do Estado do Rio de Janeiro, Amílcar Vianna.

Um estudo da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra queda de 12,57% no Rio de Janeiro de 2009 para 2010. Em São Paulo, a redução foi de 7,21%, enquanto no Distrito Federal houve um aumento de 21,80%.

Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que a quantidade de veículos roubados ou furtados no país caiu de 48,3 mil, em 2008, para 38,2 mil no ano passado. O índice de recuperação de veículos foi de 41% em 2010. Somente em dezembro, a recuperação foi de 43%.

O custo do seguro, como é chamado o preço da apólice, é formado por vários itens, como o índice de roubo, o custo de peças de reposição e a quantidade de acidentes ocorridos com os automóveis. No caso do Rio de Janeiro, em especial, a Lei Seca foi um dos fatores que contribuíram para a redução do preço do seguro, segundo Vianna.

“A lei diminuiu enormemente o número de colisões no trânsito. As colisões também geram um custo para a indústria de seguros. Se eu tenho um número menor de colisões e de roubos, certamente os custos dos seguros são reduzidos.”

A instalação das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades carentes do Rio também pesou no resultado. “É um fator a mais”, disse Vianna, destacando que essas unidades foram implantadas principalmente no segundo semestre de 2010, e que a redução nos custos dos seguros ocorreu gradativamente.

Vianna aposta que haverá maior interesse dos moradores das comunidades pacificadas pelos seguros em geral. Segundo ele, o aumento da renda do trabalhador provoca uma reação positiva no setor de seguros.

“Naturalmente, a população das classes C e D deve tornar-se consumidora de seguros pessoais ou patrimoniais. Acredita-se que vai haver um crescimento do chamado microsseguro, dedicado à população de baixa renda e contratado de maneira simplificada, para garantir não só o patrimônio, mas, especialmente, a vida dessas pessoas.”

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