A Chevrolet apresentou para jornalistas brasileiros, na Alemanha, o novo sedã Cruze, que chega ao nosso mercado para substituir o Vectra e ajudar a marca a brigar de fato nesse acirrado segmento. O modelo é equipado com motor 1.8 Ecotec 6 que rende 144 cavalos quando abastecido com etanol e 140 com gasolina, prometendo economia de combustível e baixos índices de emissão de poluentes.
A versão LT automática terá o preço de R$ 69.900 e a versão LTZ, R$ 78.900, também automática. A transmissão manual de seis marchas estará disponível para a versão LT, por R$ 67.900.
O Cruze vem muito bem equipado em todas as versões. Além dos já esperados ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, trio elétrico e alarme, conta ainda com cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes, airbags frontais para o condutor e o passageiro, airbags de cortina (versão LTZ), airbags laterais nos bancos e pedais desarmáveis.

A lista de equipamentos de segurança inclui ainda freios ABS com assistência a frenagem de pânico (PBA), sistema que mantém os freios acionados e a pressão do sistema quando percebe uma frenagem de forte intensidade (emergência), reduzindo a distância de frenagem; o controle de tração, que atua diretamente no motor, impedindo que as rodas patinem em uma arrancada; e o de estabilidade, que trabalha utilizando as informações vindas dos sensores do ABS, da direção e de gravidade. Quando o carro ameaça perder sua trajetória, o sistema atua nos freios e no motor, freando algumas rodas e recolocando o carro na trajetória desejada pelo condutor.
Vem equipado também com rodas de 17 polegadas em alumínio, tela de sete polegadas com navegador, sistema de entretenimento, e controle de climatização embutida no console central (LTZ), entre outros.
Primeiras impressões
No teste que fizemos, da cidade de Dusseldorf até Frankfurt, um trecho de 230 quilômetros pelas boas estradas alemãs, o Cruze se mostrou um carro equilibrado. A suspensão é firme na medida certa e não atrapalha no conforto a bordo. O câmbio automático da versão avaliada é eficiente e conversa bem com o motor, que obedece rapidamente ao pé do acelerador. Nas autobans, onde não há limite de velocidade, foi possível chegar perto dos 200 km/h com certa facilidade. A montadora declara que a velocidade máxima é de 203 km/h.
O painel, além de bonito, é bastante intuitivo, assim como os comandos do GPS que, pelo menos na Alemanha, funcionou com muita precisão.
O porta-malas de 450 litros não é dos maiores na categoria, mas, dá conta de levar as malas da família, desde que não haja exageros. A dobradiça da tampa do porta-malas é articulada e invade o espaço destinado a bagagem. Outro detalhe que merecia mais atenção é a alavanca que regula o encosto do banco, que é pequena não tão fácil de manusear.
No geral, o Cruze é um sedã que tem grandes chances de repetir no Brasil o sucesso alcançado por outros modelos da marca, como o Opala, Monza e o Vectra, mesmo enfrentando a forte concorrência do Honda Civic e Toyota Corolla, atuais líderes de vendas.
Leia a cobertura completa no Caderno Veículos do Correio do Estado de sexta-feira