A Associação de Empresas Importadoras de Veículos (Abeiva) mantém posição de tentar abrir um diálogo com o governo para reverter a medida que elevou o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre o setor em 30 pontos percentuais na semana passada.Reunião na véspera com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e representantes da Abeiva, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em São Paulo, terminou com expectativa de análise da medida pelo governo, segundo a entidade.
"A reunião foi mais uma audiência de cortesia. O ministro ouviu, mas não prometeu nada, não fez menção de alguma outra reunião. Ficou de estudar (suposta revisão da medida)", disse a assessoria de imprensa da Abeiva nesta sexta-feira.Na quinta-feira, a marca chinesa JAC Motors congelou planos de construção de fábrica no Brasil, enquanto a medida que elevou o IPI de veículos importados em 30 pontos percentuais, para até 55%, não for revista.
Além disso, a também chinesa Chery obteve liminar esta semana para suspender o pagamento da alta do tributo até dezembro.Apesar de o aumento do IPI ter validade até o final do próximo ano, o setor importador avalia a medida com cautela. "Temos históricos negativos. Em 31 de dezembro de 1999 a alíquota de importação tinha que ter caído de 35% para 20%. No entanto, não caiu e continua até hoje", afirmou a assessoria da Abeiva.