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IPC/CG registra inflação no mês de novembro

IPC/CG registra inflação no mês de novembro

Redação

07/12/2011 - 09h29
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O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) registrou inflação de 0,37%, no mês de novembro, caindo um pouco em relação ao anterior, que foi de 0,41%. O IPC/CG, calculado pela Universidade Anhanguera-Uniderp, busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

“Pode-se perceber que a inflação acumulada em 12 meses, que estava acima do topo da meta do governo federal está, neste mês, em 6,5%, justamente no teto superior da meta da inflação acumulada do país estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. O centro da meta é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos”, analisa o coordenador do Nepes Anhanguera-Uniderp, Celso Correa de Souza.

No mês de novembro, todos os grupos apresentaram variações positivas: Alimentação 0,67%, Vestuário 0,67%, Transportes 0,55%, Educação 0,20%, Habitação 0,18%, Despesas Pessoais 0,17% e Saúde 0,14%. As duas maiores contribuições para a inflação foram as dos grupos Alimentação, com 44,74% e Transportes com 21,05%. As contribuições são diretamente proporcionais aos índices com as respectivas ponderações.

No grupo Habitação as maiores altas de preços foram registradas no condicionador de ar 13,65%, vassoura 6,89% e ventilador 5,42%. Queda nos valores dos produtos ocorreu com: fogão (-5,71%), DVD (-4,96%) e amaciante de roupas (-2,54%).

No item carnes, alguns cortes sofreram aumento de preço, outros, queda destacando com forte aumento: picanha 6,24%, filé mignon 6,15% e patinho 4,27%. Queda de preço ocorreu com os cortes: músculo (-2,63%), fígado (-1,62%) e contra-filé (-1,15%). A carne suína apresentou alta no corte bisteca, de 0,84% e baixa nos cortes pernil (-1,52%) e costeleta (-1,48%). O frango congelado teve baixa de (-1,25%) e miúdos teve alta de 0,39%.

O mesmo índice de 0,67% do grupo Alimentação foi registrado no grupo Vestuário. Registrou-se alta de preço nos produtos: sapato feminino 4,56%, saia 3,19%, short e bermuda masculina 2,31%. Queda de preço foi observada na: blusa (-2,18%), camisa masculina (-1,99%) e sandália/chinelo masculino (-0,96%).

Inflação moderada também foi registrada no grupo Transportes, de 0,55%, principalmente, pelos aumentos de preços de pneu novo 6,30%, diesel 0,46% e gasolina 0,27%. Reduções ocorreram com os seguintes produtos/serviços: automóvel novo (-0,53%) e etanol (-0,25%).

Já o Grupo Educação, neste mês de novembro, apresentou uma pequena inflação, de 0,20% devido a aumentos em artigos de papelaria, da ordem de 1,90%. Outro grupo que registrou pequena alta de 0,17% foi de Despesas Pessoais. Aumento de preço ocorreu com os produtos/serviços: fio dental 3,71%, papel higiênico 3,27% e sabonete 1,40%. Queda de preço ocorreu com: produto para limpeza de pele (-2,30%), hidratante (-1,32%) e protetor solar (-0,03%).

No mês de novembro, o grupo Saúde também apresentou uma pequena inflação, da ordem de 0,14%, destacando com aumento nos preços de produtos e/ou serviços: analgésico e antitérmico 3,39%, material para curativo 1,32% e antiinfeccioso e antibiótico 0,43%. Queda no preço foi verificada com: antimicótico e parasiticida (-0,86%), antialérgico e broncodilatador (-0,77%) e vitamina e fortificante (-0,72%).

Inflação acumulada 

Neste ano de 2011, a inflação acumulada na cidade de Campo Grande é de 5,95%, acima do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5% para o ano de 2011. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses na cidade é de 6,5%, esta última justamente sobre o limite superior da meta inflacionária estabelecida pelo CMN que, para o ano de 2011, é de 6,5%.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG

Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação foram: pneu; impressora; acém; papelaria; patinho; sapato feminino; açúcar; café; diesel e alface. Já os dez produtos que menos contribuíram para a queda da inflação foram: queijo muçarela/prato; biscoito; blusa; automóvel novo; óleo de soja; contra-filé; fogão; camisa masculina; DVD e cebola. 

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