Os governos federal e estadual estão engajados nas operações de repressão da prática de descaminho de animais e produtos de origem animal. Todo produtor rural da faixa da fronteira que não comprovar a origem do seu rebanho – por meio de identificações individuais e saldo existente perante o Iagro – terá a propriedade interditada e os bovinos, parcial ou totalmente, destinados ao abate sanitário nos frigoríficos. Além disso, responderão a processos devido as ações tipificadas como crime no código penal, passiveis de responsabilização penal e administrativa, sob aspecto sanitário (potencial difusão de enfermidades) e tributário (sonegação fiscal).
Desde a notificação do segundo foco de febre aftosa no Paraguai, no dia 3 de janeiro, fiscais federais agropecuários e médicos veterinários dos serviços veterinários estaduais de todo o Brasil estão atuando na faixa de fronteira internacional no trabalho de prevenção em 14 postos fixos, nove barreiras volantes e, principalmente, na vigilância em propriedades consideradas de maior risco. As ações também contam com a colaboração da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Federal e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) do Estado de Mato Grosso do Sul.