Já foi o tempo em que o Procon era o único canal de reclamações dos consumidores da Capital. Assim como em todo o País, os usuários das redes sociais deram novo sentido a antiga frase de ‘botar a boca no trombone’ e descobriram que postar reclamações no Twitter ou Facebook sobre um produto funciona mesmo.
O gerente de mídias sociais Eduardo Lyvio, por exemplo já conhece bem o procedimento. Em 2010 postou uma frase no microblog Twitter criticando um aparelho de MP4 que não funcionava. “Eu comprei um MP4 na época e o software veio com problema. Daí eu postei no twitter: “Philips, não gosto de você”, sem usar o @ nem nada. A empresa me respondeu uns dez minutos depois, perguntando o problema e tal e me direcionaram à página deles pra eu fazer o download. Eles estavam vendendo aparelho com software desatualizado” explica.
O caso de Eduardo ilustra bem a mudança no tratamento dado às reclamações. Especialistas reconhecem que é inegável o alcance das redes sociais, visto que uma reclamação postada nestes locais é prontamente aderida por um bom número de usuários que se sentem solidários ao consumidor lesado. O que transforma um caso solitário em uma manifestação coletiva, é o fato que nenhuma empresa quer ver seu nome manchado por repercussão negativa.
No entanto é preciso ter cuidado ao fazer a reclamação. O ideal é que ela seja feita de forma inteligente, sem xingamentos. É preciso dar oportunidade às empresas para se manifestarem a respeito. Sugerir é importante para o próprio empresário saber onde está errando e depois vale até elogiar a resolução do problema.