Enquanto o governo insite em afirmar que a economia brasileira pode crescer 4% este ano, o mercado já questiona se uma expansão acima de 3% ainda é possível para 2012, tendo em vista o desempenho fraco do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre divulgado nesta sexta-feira (1).
Para a LCA Consultores, para o PIB crescer mais de 2,5% ainda este ano, seria necessário acelerar muito o nível de atividades do país. "Essa hipótese só seria possível se a economia atingisse um ritmo de crescimento anualizado próximo de 8% nos próximos trimestres", destaca em relatório. Mas esse cenário parece "pouco provável", complementa.
Com o intuito de segurar os ânimos do mercado, após a divulgação da pífia alta de 0,2% do PIB no primeiro trimestre, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta que o resultado só não foi maior por conta do fraco desempenho da agropecuária, que registrou retração de 7,3% em relação ao quarto trimestre de 2011. Já o presidente, Alexandre Tombini, disse que o resultado confirma uma recuperação "gradual" para o País.
Entretanto, para a LCA, o maior entrave ao crescimento econômico do país está na desaceleração dos investimentos produtivos, a chamada FBKF (formação bruta de capital fixo).
Quando os investimentos são excluídos do cálculo do PIB, a expansão da economia no primeiro trimestre, contra o acumulado de janeiro a março de 2011, passa de 0,8% para 3,3%.