Uma portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) proibindo a pulverização aérea de defensivos que contenham quatro princípios ativos específicos não terá impacto neste momento sobre o setor de aviação agrícola. Mas com a chegada da nova safra de verão, esse segmento será muito prejudicado.
A previsão é do dono de uma empresa aérea em Dourados, Eder Roberto Peviani que prevê prejuízos para todo setor, se a media não for revista, como vem defendendo aviação agrícola, industrias e revendas de defensivos e produtores rurais.
A partir desta semana, o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária deve levar ao Ministério do Meio Ambiente uma proposta elaborada pelos segmentos afetados para estabelecer uma alternativa à proibição de aplicação aérea de defensivos agrícolas que contenham os princípios ativos Imidacloprid, Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil.
A medida do Ibama, publicada em julho, tem o objetivo de proteger as abelhas, que, conforme pesquisas científicas, estariam até morrendo pelo contato com os agrotóxicos que acabam dispersando com o vento. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, defende um consenso que permita as operações, já que as lavouras de cana e de cítricos hoje estão desprotegidas.