Na iminência de transmitir o cargo para os sucessores, os prefeitos concentram suas atenções agora, após o período das eleições, no fechamento das contas, mas na esperança de obter verbas extras como forma de reduzir o impacto financeiro decorrente das medidas econômicas do governo federal.
Uma das saídas na avaliação da maioria deles será o repasse extra de 1% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), transferido pelo governo federal sempre no dia 10 de dezembro de cada ano.
O repasse, que representa 1/3 de uma receita do FPM, é visto para muitos, principalmente para os prefeitos que administram cidades de pequeno porte, apenas como um socorro financeiro que chega na hora de pagar o décimo terceiro salário dos servidores municipais.
Particularmente, o secretário de Finanças da prefeitura de Dourados, Walter Carneiro Júnior, considera o repasse a uma dose homeopática. “É uma medida paliativa”, avaliou, ao lembrar que a transferência não representa nem a R$ 1 milhão para o seu município.
O secretário atribui à situação de insolvência da maioria dos municípios brasileiros a medidas econômicas adotadas pelo governo federal, como a desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos e eletrodomésticos que a acabou refletindo na queda do FPM.