O governo está se esforçando para que seja facilitada a entrada de dólares no Brasil, reduzindo para apenas um ano o prazo de empréstimos externos que estão sujeitos à uma alíquota no valor de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Até agora, os empréstimos que tinham prazos com até dois anos faziam o pagamento dessa alíquota.
A regra foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (5), e seguirá o anúncio de uma medida que o Banco Central (BC) anunciou ontem para que ocorresse uma entrada maior de moedas estrangeiras no Brasil.
Os exportadores vão poder adiantar em cinco anos o dinheiro de outros país que iriam receber nas vendas feitas fora do país sem precisar pagar o IOF de 6%. Até agora, só era possível fazer isto no prazo de um ano.
As mudanças acontecem dias depois do dólar valer R$ 2,14, o que obrigou o BC a intervir de maneira forte no câmbio, injetando um valor próximo de US$ 4 bilhões, para que a moeda americana não subisse ainda mais.
O secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda Dyogo Oliveira disse que o atual modelo faz com que as empresas precisem de um caixa maior, o que foi auxiliado com a medida que foi publicada na quarta-feira (5). Oliveira ainda afirmou que tem a expectativa que o fluxo de dólares aumente com esta medida.
Fora o calendário enxuto por causa das festas de final do ano, dezembro é o mês em que as empresas brasileiras que tem suas sedes em outros país mandam mais dinheiro para os locais de origem.
Existe um temor que a queda na oferta possa pressionar as cotações do dólar, fazendo passar de R$ 2,15, o que pressionaria a inflação. Na terça-feira (4), o dólar teve queda de 0,19% e a cotação chegou a R$ 2,116, mesmo com o anúncio do BC. Na quarta-feria, às 10h, a moeda teve queda de 0,37%, chegando a R$ 2,108.