A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que as restrições à exportação da carne bovina brasileira desrespeitam as normas e procedimentos da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) e que o governo brasileiro pedirá justificativas aos países que decidiram suspender as importações do produto nacional após a confirmação de um caso considerado não-clássico do agente da doença da vaca louca.
"O governo brasileiro está solicitando justificativas aos mercados que restringiram a
importações bovinas de carne brasileira. A Abiec apoia o esforço do governo, e
repudia o desrespeito às normas e procedimentos preconizados pela OIE que dão as
garantias necessárias de sanidade às operações de comércio internacional", afirmou na Abiec, em comunicado.
Japão, África do Sul e China foram os únicos países que, até o momento, anunciaram ao governo brasileiro restrições às importações de carne bovina brasileira em virtude da confirmação da presença do agente causador da EEB (Encefalopatia Espongiforme Bovina), mais conhecida como a doença da vaca louca, em uma fêmea que morreu em 2010 em uma fazenda em Sertanópolis (PR).
A associação ressalta que as embaixadas do Brasil nesses países, as embaixadas desses países no Brasil, os adidos agrícolas do Brasil no exterior, e os delegados que representam estes países na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) receberam notas técnicas do Ministério da Agricultura "com todas as informações necessárias para garantir a
continuidade do fluxo de comércio de carne bovina do Brasil para estes mercados".