Depois de uma série de informações contraditórias ao longo de ontem, o Banco Central divulgou hoje uma nota explicando que terá que rever a sua projeção para queda do preço da energia residencial neste ano.
O impacto dessa redução tem um peso importante para a inflação. Na ata do Copom (comitê que define a trajetória dos juros) divulgada ontem, o BC informou que estima uma queda de 11% em 2013.
Isso porque o número final tem que levar em conta o corte prometido pelo governo, mas também o reajuste tarifário programado para as distribuidoras. Por isso, o impacto é menor.
E aí está o problema. Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o governo bancará uma queda de 18% na conta do cidadão brasileiro. Quando o Copom se reuniu, porém, uma semana antes, a previsão era de 16,2%.
Questionado se a projeção da ata já levava em conta o número atualizado, num primeiro momento, o BC informou que não por meio da sua assessoria. Depois, o BC recuou e disse que os 18% foram considerados no cálculo do impacto de 11% em 2013.
Hoje cedo, sem fazer alarde ou sequer anunciar aos jornalistas que participavam de entrevista na sede do banco, o BC divulgou no seu site nota dizendo que vai rever sua projeção. O novo número será conhecido somente na ata da próxima reunião do Copom.
"Em razão das informações divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia, após a última reunião do Copom, que apontam recuo nas tarifas de energia elétrica superior às estimativas preliminares, o Banco Central esclarece que procederá, como de praxe, a atualização de suas projeções para a variação dessas tarifas em 2013. Os novos números serão apresentados na Ata da próxima reunião do Copom."