A política cambial não mudou e veio para ficar. Esse é o recado dado pelo ministro da Fazenda Guido Mantega às dúvidas levantadas pelos investidores e exportadores depois das recentes quedas do dólar e das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.
"As empresas vão ter competitividade para exportar. O câmbio é flutuante, mas se exagerar na dose, a gente conserta", garantiu o ministro em encontro com prefeitos promovido pelo governo federal.
De acordo com Mantega, a política cambial é um dos pilares do combate à crise e do que ele chamou de "nova matriz econômica".
Os outros pilares desta matriz são o juro baixo, com a taxa básica de juros (Selic) a 7,5%, o controle da inflação, e as desonerações e reduções de impostos.
O ministro da Fazenda também respondeu às críticas às medidas tomadas pelo governo federal para conseguir fazer a economia necessária para pagar a dívida pública (superavit). "Nós temos política fiscal responsável e que nos leva a reduzir a divida".
O governo economizou 2,38% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2012, resultado inferior ao exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é 3,1%, mas permitido se descontados os investimentos do PAC.
"O resultado só não foi melhor porque desoneramos para estimular a produção", justificou o ministro..