O preço do pescado está 8,63% mais caro neste ano em relação ao mesmo período de 2012, aponta pesquisa divulgada ontem (11) pelo Procon. Em fevereiro, foram consultados dez estabelecimentos que comercializam 49 itens de pescado na Capital, entre supermercados e peixarias.
De acordo com o superintendente do Procon, Alexandre Rezende, a tendência é que o preço do pescado diminua até o domingo de Páscoa. “Esta pesquisa foi realizada com antecedência, no início da quaresma. Acredito que mais próximo da Páscoa os preços devem cair um pouco. É a lei da oferta e da procura”, alerta Alexandre.
A maior variação de preços foi registrada no quilo do bacalhau tipo Ling, com 72,98%. Neste produto os preços variam de R$ 24,80 o mais barato a R$ 42,90 o mais caro. O pacu de cativeiro sem vísceras apresentou variação de 69,81% e os preços pesquisados ficaram entre R$ 7,95 a R$ 13,50. O quilo do filé de Merluza demonstrou variação de 68,48% e os preços praticados foram de R$ 8,25 até R$ 13,90. A sardinha inteira está sendo comercializada a R$ 5,95 a mais em conta e a R$ 9,00 a mais cara, com variação de 51,26%. A lasca tipo bacalhau apresentou variação de 47,62% com preços que vão de R$ 18,90 a R$ 27,90. A sardinha limpa está sendo vendida a R$ 6,80 a mais barata e a R$ 10,00 a mais cara, apresentando variação de 47,06%.
O órgão de defesa do consumidor constatou que nas peixarias o preço do pescado está 43,81% mais barato que nas grandes redes de supermercado. O consumidor deve ficar atento na hora de comparar os preços ao tipo de criação do pescado. “As peixarias comercializam mais peixe cultivado em rios e nos mercados a maior quantidade de peixe disponível para o consumidor vem de cativeiro”, detalha Alexandre Rezende.
O consumidor deve ficar atento ao modo de comercialização do pescado. De acordo com o superintendente do Procon é preciso ficar atento às condições de higiene do local, o modo de armazenagem e condicionamento do pescado, que ainda devem estar protegidos do contato com insetos ou aves para não correr nenhum risco de contaminação. “O estabelecimento que acondicionar o pescado no gelo deve utilizar água potável na fabricação das pedras de gelo. O consumidor tem o direito de questionar e solicitar estas informações”, informa Rezende.
Em caso de ilegalidade, o telefone do disque-denúncia do Procon é 151. As reclamações também podem ser feitas pessoalmente na sede de órgão, localizado à Rua 13 de Junho, 930.