Com lances superando R$ 100 milhões por blocos na bacia do Espírito Santo, a arrecadação com bônus de assinatura na 11ª rodada de exploração de áreas de petróleo e gás atingiu R$ 2,33 bilhões até o momento, um novo recorde, superando o valor arrecadado no leilão de 2007, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Com ágio de cerca de 800% nas duas primeiras áreas ofertadas, a ANP estimava que iria arrecadar R$ 2 bilhões em bônus de assinatura. Para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, os números traduzem o êxito do leilão. A informação foi dada pela diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, ainda com a licitação da segunda área ofertada (Foz do Amazonas) em andamento.
Também para Magda, os resultados obtidos no início da licitação atestam o êxito da rodada. "O sucesso é absoluto e temos certeza de que ele continuará com o andamento da rodada. Os investimentos mínimos já comprometidos são expressivos e atestam a nossa certeza na expectativa de novas descobertas".
Magda destacou o apetite verificado pelos blocos em terra com potencial para a descoberta de gás natural comprovada já na oferta dos blocos da área da Bacia do Parnaíba.
"O grande apetite demonstrado pelas empresas nas áreas em terra com potencial para a descoberta de gás natural na Bacia do Parnaíba é um indicativo do êxito da rodada e também um prenúncio do que pode ser obtido na rodada de gás em terra previsto para outubro", disse.
A Petro Energia arrematou o maior número de blocos: cinco; seguido do consórcio formado pela Petrobras/Petrogal que arrematou quatro blocos. Os blocos da Bacia do Parnaíba estão situados na Região Nordeste do País, com extensão total de aproximadamente 680 km² distribuídos pelos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantis e pequena parte pelos Estados do Pará, Ceará e da Bahia.
Segundo a ANP, o único campo produtor da bacia é o Gavião Real, operado pela concessionária OGX, que produziu 2 milhões de metros cúbicos de gás natural em dezembro de 2012. Desde janeiro de 2012, a ANP recebeu oito notificações de descobertas na bacia. Além da OGX, também operam na bacia, as empresas BP e Petrobras.
A OGX e a Petro Energia levaram os seis blocos ofertados no segundo setor licitado na Bacia do Parnaíba. A Petro Energia levou quatro blocos e a OGX, empresa de Eike Batista, arrematou dois. O leilão desse setor gerou bônus total de R$ 47,6 milhões e vai propiciar investimento mínimo de R$ 315,05 milhões. Os seis blocos somam 17,6 mil metros (m²) quadrados de área exploratória.
De acordo com a ANP, o consórcio entre a Exxon Mobil e a OGX arrematou o bloco POT-M-762 da bacia de Potiguar com uma oferta de R$ 81,9 milhões. A companhia de petróleo de Eike Batista ainda arrematou o bloco CE-M-663 na bacia do Ceará por R$ 70 milhões e, em consórcio com a Exxon Mobil, a empresa arrematou o bloco CE-M-603 por R$ 45,8 milhões.
Em conjunto com a Queiroz Galvão e a Total, a OGX venceu a disputa pelo bloco CE-M-661 por R$ 40,4 milhões.