Depois de frear o consumo por conta do alto endividamento, o sul-mato-grossense retomou a aquisição de crédito, alcançando o maior valor registrado pela série histórica do Banco Central do Brasil (BCB). Dados do último levantamento feito pelo órgão, apontam que, no Estado, em março, as contratações de pessoas físicas atingiram R$ 19,1 milhões - valor 16,6% maior que os R$ 16,3 milhões do mesmo período do ano passado e, ainda, 451,6% superior aos R$ 2,9 milhões apurados no início da série do BCB, em 2004.
Especialistas apontam dois fatores como principais favorecedores do cenário: o alto índice de emprego e a inflação em alta. O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-MS), Ricardo Senna, diz que, a maior taxa de emprego dos últimos anos tem feito com que muitos tenham condições de investir na compra de bens duráveis, como a casa própria – tanto que grande parte do crédito consumido no País, neste ano, foi imobiliário.
“Outro fator importante é a inflação. Os consumidores têm sentido ela no bolso, e gastando o que ganham basicamente com a compra de alimentos. Com isso, emprestam dinheiro para saldar outras dívidas – o que também colaborou para o crescimento das contratações de crédito”, explica Senna.
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