O presente para o namorado ou a namorada neste Dia dos Namorados pode até não sair tão caro, mas o tradicional programa romântico deve pesar mais no bolso. É o que aponta levantamento feito pelo economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz.
Ele calculou o aumento no preço de produtos e serviços mais procurados na data para identificar quais itens subiram mais nos últimos 12 meses.
A conclusão é que o preço de presentes em geral subiram menos que os preços de serviços mais requisitados no Dia dos Namorados.
O economista explica que os presentes tiveram alta média abaixo da inflação registrada no período, enquanto que o preço dos serviços subiram acima da inflação -de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação acumulada em 12 meses até maio foi de 6,5%.
Foi o que ocorreu com vestuário e calçado (masculino e feminino), apontados historicamente como os itens mais comprados no Dia dos Namorados. O vestuário masculino teve a menor alta, 2,5%, seguido de vestuário feminino, 3,7%.
Calçados subiram um pouco mais, 3,9% os femininos e 4,6% os masculinos. Já o mesmo não ocorreu com os serviços, que incluem restaurantes, cinema, shows, hotéis e motéis. Esses tiveram um aumento médio maior no período. Os restaurantes, por exemplo, um dos serviços mais requisitados no dia de hoje, tiveram elevação média de 8,6%, enquanto uma ida ao cinema subiu em média 8,5%, de acordo com cálculos do economista.
Ainda em serviços, a maior alta foi registrada em shows musicais, que tiveram aumento médio de 15%. Para Braz, as razões por trás desse aumento nos serviços podem ser as baixas taxas de desemprego e salários em alta. Com esse quadro, a mão de obra para o serviço tende a ficar mais cara.
Deflação
Entre tantas altas, houve espaço também para a deflação (queda de preços) em meio aos itens para presente. Os livros, em geral, apresentaram no período uma queda média de 1,23% nos preços, demonstra o levantamento.