Em meio às previsões de alta do dólar, pressões inflacionárias e elevação da taxa básica de juros, o setor de distribuição de veículos traça um cenário mais adverso para as vendas no segundo semestre.
Os emplacamentos de veículos cresceram 4,8% nos seis primeiros meses do ano, para 1.798.976 unidades, influenciados sobretudo pela fraca base de comparação, já que no mesmo período do ano passado as vendas estavam em queda.
Como os números começaram a reagir no meio de 2012, o setor já esperava uma desaceleração no ritmo de crescimento no segundo semestre. A previsão de piora do cenário macroeconômico entra agora como um novo complicador.
Segundo o presidente da Fenabrave (associação das concessionárias), Flavio Meneghetti, diante de tal cenário, os bancos devem adotar postura mais cautelosa na hora de avaliar os pedidos de crédito.
A entidade, contudo, preferiu esperar para rever a previsão de crescimento para o ano diante de um contexto de incertezas que tomaram o país nos últimos meses. A expectativa atual é de um avanço de pouco mais de 3%.
Meneghetti também descarta a possibilidade de que o governo possa voltar a reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros. "O governo não tem mais espaço orçamentário para novas desonerações", diz.