Com a ferrovia que ligará Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá pronta em cinco anos, o escoamento das safras agrícolas terá custo reduzido, mas ainda há desafios. Durante reunião de abertura dos trabalhos do Eixo Centro-Sul – Safra 22 – Portos de Paranaguá, evento para tratar sobre o assunto, o governador André Puccinelli defendeu a integração entre os estados, para que a logística que reduzirá o custo do escoamento diminua. Evento foi realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e reuniu secretários de Transporte, de Agricultura, Produção, federações e organizações representativas do setor de grãos de MS, MT e PR.
“A maior parte da nossa safra é escoada pelo Porto de Paranaguá, que historicamente durante o período de escoamento das safras tem filas quilométricas de caminhões”, disse o governador. Ainda de acordo com André Puccinelli, a integração não deve se prender apenas à consecução de ferrovias, mas sim a toda logística. “Para o que for colocado no frete FOB (Free on Board), as nossas commodities embarquem com menos custo de chegada”, explicou.
O governador também se referiu a outros gargalos logísticos, como os navios de grande porte que não conseguem atracar nos Portos. “Temos muito por fazer nesta parte também, drenagem de berços, novos piers para atracar maior número de navios, melhorar a dragagem. Todos estes estudos estão sendo feitos para que possamos, enfim, minimizar os custos e tornarmos nossas commodities onde são consumidas, Ásia, Europa e Estado Unidos, mais baratas”, disse.
Ferrovia
A construção de um novo ramal da Ferroeste ligará, em cinco anos, Maracaju a Lapa (PR) e terá investimento de R$ 7,3 bilhões do governo federal, através do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).