A Prefeitura Municipal de Campo Grande pode perder mais de R$ 50 milhões em aplicações com a liquidação extrajudicial do Banco Rural, divulgada na sexta-feira pelo Banco Central.
O jornal Correio do Estado deste domingo informa que, até o final do ano passado, a Prefeitura de Campo Grande tinha inúmeras aplicações no Banco Rural. No entanto, em dezembro, a administração passada zerou estas aplicações para fazer o pagamento de três folhas salariais de servidores. Porém, fontes extraoficiais afirmam que a Prefeitura, sob o comando de Bernal, teria mantido neste ano, as aplicações no banco - que tinha os melhores rendimentos do mercado- e que este valor superaria os R$ 50 milhões.
Com isso, a Prefeitura que está sendo investigada por calote, poderá experimentar “do próprio veneno com a instituição financeira quebrada”, afirmou a fonte extraoficial ouvida pelo Correio do Estado. É que os correntistas do banco terão garantidos os depósitos — no limite de R$ 250 mil por cliente — pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). E como os valores da Prefeitura seriam maiores o prejuízo seria considerável.
Ontem a reportagem procurou o secretário de Finanças Wanderley Ben-Hur e o prefeito Alcides Bernal para falar sobre o assunto. No entanto os dois não foram encontrados e nem retornaram as ligações. A matéria é assinada por Rosana Siqueira.