O total de negociações salariais no 1º semestre deste ano que resultaram em reajuste acima da inflação (INPC) caiu para 84,5%, segundo levantamento do Dieese feito em 328 acordos entre patrões e empregados de indústria, comércio, serviços, tanto do setor privado quanto do público.
Em 2012, o percentual chegou a 96,3%. O levantamento considera as mesmas categorias. O aumento real (ou seja, acima da inflação) ficou em 1,19%, menor valor desde 2009 (0,73%).
Além disso, o total de reajustes abaixo da inflação ficou em 8,5%, maior percentual desde 2008 (11,9%). Ao todo, 7% tiveram só o INPC de reposição salarial. Em 2012, esse índice ficou em 2,8%.
O comércio foi o setor que teve o maior volume de negociações que resultaram em reajustes acima da inflação. A taxa foi de 97,8%. A indústria ficou em segundo lugar, com 85,2% de acordos vantajosos. No setor de serviço, a taxa foi de 79,4%.
De acordo com o Dieese, os maiores aumentos reais médios na indústria, no primeiro semestre, se concentraram nos acordos de trabalhadores da construção e mobiliário (1,92%) e dos metalúrgicos (1,26%).
No comércio, os trabalhadores da categoria varejista e atacadista tiveram o menor aumento real médio no 1º semestre (1,22%).
Em 2012, o aumento havia sido de 2,01% para a categoria. Já quem atua no ramo de minérios e derivados de petróleo teve um reajuste real médio de 1,96% neste ano, menor que a taxa de 2,30% do ano passado.
Nos segmentos dos bancos e seguros privados (1,17%) e dos serviços de saúde (0,95%), ambos do setor de serviço, o ganho real médio em 2013 ficou entre os maiores. Por outro lado, os ganhos médios apurados nas negociações do segmento de comunicações (0,2%), difusão cultural (0,29%) e educação (0,61%) ficaram entre os menores.