Depois do avanço no mês de junho, a economia brasileira voltou a mostrar contração em julho. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) caiu 0,33% em julho, na série com ajuste sazonal.
O dado dessazonalizado (livres de influências típicas de certa época do ano) de julho do indicador foi pior do que a alta vista em junho ante o mês anterior, quando o IBC-Br apontou crescimento de 1,03%, número revisado ante avanço de 1,13% divulgado anteriormente.
A variação mensal de menos 0,33% foi melhor do que a média projetada pelas 13 instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que sugeria contração de 0,6% em julho ante junho, no dado ajustado.
O intervalo de projeções variava de queda de 0,1% a 1%. O prognóstico feito pelas instituições ouvidas pelo Valor Data levava em consideração a queda da produção industrial (baixa de 2% no mês de julho) e o resultado melhor do que esperado pelas vendas no varejo, divulgado ontem pelo IBGE (avanço de 1,9% em julho).
O IBC-Br mostrou alta de 3,38% em julho ante igual período do ano passado, na série sem ajustes. Considerando a sazonalidade, foi verificado avanço de 2,60% na mesma comparação. E nos 12 meses acumulados em julho, o aumento foi de 2,3%, com ajuste sazonal e alta de 2,11% sem ajuste. No ano, o aumento é de 2,97% (sem ajuste) e 3,10% considerada a sazonalidade.
O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos.
O índice já foi considerado uma prévia do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o desencontro entre o IBC-Br e os dados oficiais da economia fizeram os analistas olharem com cautela para os números. No primeiro trimestre, por exemplo, mais uma vez o resultado do PIB ficou bem abaixo das estimativas do BC, levantando dúvidas sobre a qualidade do seu indicador.