A greve dos bancários, que tem mais de duas semanas, começa a trazer perdas no comércio de Campo Grande, segundo reportagem na edição de hoje (04) do jornal Correio do Estado.
Falta de troco, dificuldades para tomada de crédito para empresas e até mesmo troca de cheques e pagamento de funcionários são alguns dos problemas apontados pelos comerciantes, segundo diretor do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Industrial e Comercial de Campo grande, Renato Paniago.
Ele não sabe estimar quanto seria o prejuízo dos lojistas com a paralisação, mas afirma que alguns comerciantes já sentem a desaceleração nos negócios e preveem perdas de 30% caso a greve continue até o 5º dia útil.
A funcionária de lanchonete, Arlete França, mostra o caixa de notas pequenas e moedas praticamente vazio, com o pouco troco que ainda resta. Para atender o cliente, o jeito é recorrer a vales, balas e chicletes. “O que ele aceitar a gente dá de troco. Mas tem muito cliente que acha ruim, dá briga”, afirma.
Gerente de uma loja inaugurada no meio da greve, há uma semana, sofre não só com a falta de troco, mas também está preocupada com o pagamento das funcionárias, que será feito no próximo 5º dia útil. “Tem alguns que não receberam o cartão ainda e vão precisar sacar na boca do caixa, mas com o banco em greve não tem como”, diz Malena Lopes, de 19 anos. A reportagem é de Rosa Siqueira e Paula Vitorino.