O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou Janet Yellen para comandar o Fed (banco central dos EUA). Se confirmada pelo Senado, ela assumirá em 2014 e será a primeira mulher a comandar o Fed, criado em 1913.
Segundo ele, Yallen provou ser uma líder que sabe construir consensos ao gerenciar o duplo mandato da autoridade monetária de controlar a inflação e aumentar o emprego.
Obama também elogiou o atual presidente do Fed Ben Bernanke, cujo mandato acaba em janeiro, e pressionou o Senado para confirmar Yellen no cargo assim que possível.
Para Obama, Bernanke foi a "voz da sabedoria" em um momento de instabilidade nos mercados e ajudou a dar força à economia norte-americana em sua pior recessão desde a Grande Depressão.
Yallen passou a ser vista como favorita após Lawrence Summers (ex-secretário do Tesouro) abandonar a disputa, já que seu nome não era consenso entre os democratas.
A principal dificuldade inicial da professora emérita da Universidade da Califórnia não deve ser o Senado, onde a situação democrata tem maioria, mas, sim, o rumo do programa de estímulo de US$ 85 bilhões iniciado em 2012 e que teve nela, vice-presidente do Fed desde 2010, uma grande apoiadora.
Para o mercado, Yellen é vista como uma continuidade das ideias de Bernanke, mas os dois têm personalidade distintas: ele é considerado discreto, e ela, exigente.