Puxado pelos desempenhos negativos da agropecuária e da indústria, o mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul registrou, em setembro, o menor saldo para o mês em nove anos.
Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado criou, no mês passado, 961 empregos com carteira assinada. Trata-se do pior resultado para o mês de setembro desde 2005.
De acordo com o Caged, a agropecuária contratou 2.833 trabalhadores e demitiu 3.240, resultando no déficit de 407 empregos. A indústria também colaborou para o desempenho abaixo da média em setembro. O setor admitiu 4.310 pessoas e desligou outras 4.578, fechando, assim, 268 postos de trabalho.
No comparativo entre os meses de setembro deste e dos anos anteriores, o saldo de 961 empregos supera apenas o de igual período de 2005, quando houve déficit de 1.251 vagas de trabalho.
Os destaques positivos entre as atividades econômicas foram da construção civil e do comércio. O primeiro setor, que vem se recuperando da fase de desaquecimento, criou 900 empregos, contratando 3.587 e desligando 2.687 pessoas. Já o comércio admitiu 6.049 e desligou 5.450 trabalhadores – saldo de 599 empregos.
Nos últimos 12 meses, o mercado de trabalho sul-mato-grossense acumula saldo de 25.177 empregos.
Em todo o País, foram criados 211.068 empregos formais. O saldo nacional, em 12 meses, é de 984.573 postos de trabalho.