Maior banco privado brasileiro, o Itaú teve forte redução no volume de crédito para veículos e pequenas empresas, segmentos considerados de alto risco de inadimplência. A estratégia possibilitou ao banco reduzir perdas e despesas com provisões, mantendo o lucro crescente.
"Mudamos o mix da carteira de crédito de maior risco para menor risco. Aliado a um forte controle de custos e a um aumento da receita com serviços aos clientes, isso sustentou nossos resultados", disse Rogério Calderon, diretor de Relações com Investidores do Itaú.
Mais cedo, o Itaú divulgou seu resultado do terceiro trimestre, com lucro líquido de R$ 4,022 bilhões, alta de 17,9% em relação a igual período do ano passado e avanço de 11% sobre o trimestre anterior.
Os empréstimos para veículos, que tiveram seu auge em 2008, recuaram 20,9% em um ano -de R$ 54 bilhões para R$ 42,7 bilhões de setembro de 2012 para setembro deste ano.
O crédito para micro e pequenas empresas encolheu 4,1% nessa comparação -de R$ 89,448 bilhões para R$ 85,782 bilhões.
A estratégia possibilitou uma forte redução na inadimplência, que desceu de 7,5% para 6% na pessoa física e de 3,3% para 2,3% nas empresas como um todo.
Por outro lado, o banco acelerou a concessão de empréstimos consignado e imobiliário, ampliando o volume de crédito em 64% e em 31,9% em um ano.