Os cofres públicos de Mato Grosso do Sul estão levando um calote de quase R$ 764 milhões, segundo o Relatório da Dívida Ativa de MS, feito pelo Tribunal de Contas do Estado. O jornal Correio do Estado obteve acesso exclusivo ao documento, que aponta o montante figurando como “irrecuperável” à máquina, por se tratar de dívidas prescritas, de empresas falidas, fantasmas ou que têm como proprietários laranjas – todos sem patrimônio para cobrir o rombo.
O valor corresponde a cerca de 17% dos R$ 4,47 bilhões pendentes hoje, em dívidas tributárias e não-tributárias, na Fazenda estadual.
A reportagem publicada na edição de hoje (02) informa que, as empresas que constam neste grupo, como “possibilidade próxima de zero quanto a recuperação do crédito”, não só devem, como devem muito – em valores representam 88% dos R$ 867,7 milhões constantes como os 100 maiores devedores do Estado, com dívidas superiores à R$ 500 mil.
De acordo com o secretário Estadual de Fazenda, Jader Rieffe Julianelli, a chamada “dívida podre”, calculada com base nos últimos dez anos, chegou a esse montante por conta da falta de mecanismos mais eficazes na fiscalização e autuação das empresas no Estado. Até pouco tempo, haviam muitas brechas para fraudes, segundo ele. A matéria é assinada por Adriana Molina.