Duas empresas em Mato Grosso do Sul acionaram a Justiça contra o bloqueio de mais de R$ 127 mil pelo Banco Rural, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, em agosto, como mostra reportagem de hoje do jornal Correio do Estado.
A Financial Construtora, que é sócia da CG Solurb, responsável pela gestão dos resíduos de Campo Grande, pede a antecipação dos efeitos da tutela com o objetivo de “reconhecimento do direito de compensação” entre o Banco e o consórcio formado pelas empresas. Além disso, requer que seu nome seja retirado do cadastro negativo.
Isso por que a CG Solurb é credora do Banco Rural no montante de R$ 1.244.951,42, mas, por conta da liquidação, ficou impedida de ter acesso ao valor, o que causou “inúmeros prejuízos de ordem financeira, dentre os quais, saldar seus compromissos de natureza trabalhista e promover o pagamento de empréstimo obtido junto ao demandado e tendo como devedora a autora Financial”.
Em contrapartida, a Financial tem dívida com o Banco de R$ 18 milhões. Para o pagamento das parcelas de agosto e setembro, que totalizam R$ 871.607,19, a empresa pleiteou junto à instituição financeira a “quitação por meio compensação, face a existência de créditos e débitos recíprocos”.
O depósito caução é utilizado em contratos com a Prefeitura, por exemplo, para garantir o resgate desses valores em caso de inadimplência das empresas. Com a decisão do Banco Central de liquidação, os correntistas do Rural terão garantidos os depósitos de até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A matéria é de Paula Vitorino.