O volume total de investimentos-anjo (provenientes de investidores individuais que colocam recursos próprios em uma empresa iniciante) cresceu 25% no Brasil em um ano, chegando a R$ 619 milhões entre os meses de julho de 2012 e junho deste ano. No mesmo período de 2011 e 2012, o montante havia sido de R$ 495 milhões. O resultado é de uma pesquisa da organização Anjos do Brasil.
O valor médio aplicado pelos investidores aumentou de R$ 79 mil para R$ 96 mil. O resultado negativo fica por conta da quantidade de investidores. O crescimento no período foi de apenas 2,3%. Segundo Cassio Spina, fundador da organização, a economia brasileira é um dos motivos para o baixo aumento. "A economia não evoluiu muito, então não houve um aumento na base potencial de investidores, que são pessoas com patrimônio próprio, que podem investir."
De acordo com ele, ainda faltam estímulos no país. "Em alguns países, há incentivos fiscais para esse tipo de investimento, por exemplo". A pesquisa também mostra que a maioria dos investidores anjos (80%) só realizam aportes quando são procurados por uma empresa. Eles não costumam ir atrás delas. Spina explica que falta informação. Segundo ele, muitos investidores acreditam que podem ser afetados por possíveis dívidas contraídas por empresas em que investiram.
"Eles são protegidos desses débitos, mas é algo complexo de explicar. Na legislação dos Estados Unidos, por exemplo, a proteção é mais clara." De acordo com Spina, as expectativas para o próximo ano são boas. "Quem está investido tem interesse de investir cada vez mais. O valor que essas pessoas estão dispostas a investir é mais que o dobro do que está sendo investido."