A duas semanas do Natal, o comércio de Campo Grande procura por 1,5 mil trabalhadores. Essa é a estimativa de vagas temporárias que não foram preenchidas, conforme o economista e diretor do Instituto de Pesquisa Fecomércio (IPF), Thales de Souza Campos –, das 6 mil oportunidades oferecidas, cerca de 4,5 mil foram ocupadas. A reportagem está na edição de hoje (11) do jornal Correio do Estado.
Para o especialista, o problema decorre da baixa qualificação, agravada pela desproporção entre demanda de mão de obra e oferta de emprego. Resultado: as lojas continuam recebendo currículos na tentativa de reforçar seus quadros para os dias mais próximos das festas de fim de ano.
“Há dois fatores principais: faltam trabalhadores e parte dos disponíveis não está qualificada”, analisa Campos. Segundo ele, o avanço da oferta de emprego segue ritmo mais acelerado que o da mão de obra. Esse descompassado se torna mais crítico, em razão do profissional despreparado. “As capacitações deveriam ser direcionadas, atendendo às necessidades das vagas abertas”, opina.
Essa situação, que ocorre o ano todo, torna-se mais evidente, no caso do comércio, em dezembro. Para suprir o movimento maior de consumidores, seria necessário o reforço de 6 mil trabalhadores, calcula Campos. As lojas iniciaram a seleção desses profissionais em outubro e, até o momento, não concluíram as contratações. A reportagem é de Osvaldo Júnior.