O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o produto interno bruto (PIB) de 2014 deve crescer acima da provável taxa de 2,5% esperada para este ano, e o avanço será sustentando na valorização do câmbio e nas desonerações tributárias implantadas desde o início do governo Dilma Rousseff. "Nove entre 10 analistas dizem que haverá recuperação da economia mundial, com Estados Unidos puxando e tudo o mais. Mas a tendência é que o PIB do ano que vem seja um pouquinho maior que neste ano. E para mim a variável chave é a economia internacional", disse.
Mantega disse ainda ao Estado de S. Paulo que o governo não recorrerá mais à "contabilidade criativa" para fechar as contas. "No ano passado tivemos de trabalhar muito para ter o resultado fiscal estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias", disse. "Pegamos recursos do Fundo Soberano, que tinha ações da Petrobras. Não poderíamos vender as ações no mercado, porque derrubaria os preços do papel da empresa, então repassamos ao BNDES e este para a Caixa. Não descumprimos nenhuma regulamentação, mas digamos que ficou embaçado, confuso mesmo. Isso vai mudar, já mudou", disse. "A ordem neste ano e nos próximos é que uma transação deve também parecer correr. Então, no caso de uma operação que seja perfeitamente correta, mas não parcela, ela não será feita", completou.