s acidentes em série em refinarias da Petrobras na últimas semanas fizeram a FUP (Federação Única dos Petroleiros) se reunir hoje para discutir a convocação de uma greve geral por maior segurança na companhia.
No Paraná, os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, já anteciparam a decisão e decretaram greve ontem.
A unidade teve um incêndio em novembro sem vítimas, mas que levou à parada de produção.
Segundo a Petrobras, a previsão era de que a produção voltaria nos próximos dias. Mas, segundo o sindicato dos petroleiros do Paraná, uma das unidades da refinaria não oferece condições mínimas de segurança, e por isso não pode voltar a operar.
Hoje, a presidente da companhia, Graça Foster, que recebeu um prêmio no Rio, se negou a falar com jornalistas sobre o assunto, alegando que estava com pressa para outro compromisso.
Economia
De acordo com o diretor da FUP José Maria Rangel, o motivo dos acidentes é o mesmo que levou a interdições da ANP (Agência Nacional do Petróleo) de 11 plataformas de produção da empresa em 2011: falta de manutenção para evitar a redução da produção.
Desta vez, ele acusa também o Procop ( Programa de Otimização de Custos Operacionais) como fator que estimula a ocorrência dos acidentes, por buscar reduzir o tempo de manutenção das unidades.
Sofreram acidentes não fatais nas últimas duas semanas as refinarias Reman (Manaus), Repar (Paraná), Reduc (Rio de Janeiro), Regap (Minas Gerais) e Rlam (Bahia).