O país manteve o saldo de empregos dos últimos três anos para o mês de novembro, com um número positivo de 47,5 mil empregos no período, mostrando estabilidade do número.
De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregos), foram criados 1.618 milhão de postos formais de trabalho e fechados outros 1.571 milhão.
No acumulado do ano, o saldo de empregos formais é de 1.547 milhão de postos de trabalhos, crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para dezembro, há naturalmente um saldo negativo de vagas por causa das demissões nos setores do comércio. Se as demissões forem no mesmo nível do ano passado, quando o saldo foi negativo de 503 mil vagas, o país terá uma geração menor que o do ano anterior quando o número foi positivo em 1.372 mil.
Seria o pior ano de geração de empregos desde 2003, quando houve 861 mil vagas a mais.
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, atribuiu o resultado positivo principalmente à faixa dos que tiveram o primeiro emprego.
Segundo ele, a expectativa é que haja saldo negativo em dezembro menor que o do ano passado por causa do tempo maior entre o fim do ano e o carnaval, fazendo com que o setor de serviços mantenha mais empregados.
Para 2014, o ministro prevê que o número de empregos seja maior que o de 2013 por causa do aumento dos investimentos em infraestrutura no país.
Dias negou que o país tenha qualquer tipo de crise no setor de empregos e afirmou que o Brasil vive seu melhor ano na história nesse setor, servindo de exemplo e caso de estudo para outros países.
"Não há como gerar crise com pleno emprego e salários aumentando", afirmou Dias.
Comércio e Serviço
Por enquanto, o resultado positivo do emprego formal vem sendo mantido por setores que têm menor relação com a infraestrutura. O resultado de novembro foi puxado pela criação de vagas no comércio e nos serviços, que tiveram juntos saldo de 150 mil empregos no período.
Já a indústria de transformação perdeu 34 mil postos de trabalho, seguido da agricultura com 33 mil postos a menos em novembro.
Entre os Estados, tiveram queda na criação de vagas Minas Gerais (12 mil), Goiás (8,4 mil), Mato Grosso (5,2 mil) e São Paulo (3,7 mil). Rio de Janeiro (17 mil) e Rio Grande do Sul (10,4 mil)foram os que tiveram os maiores saldos positivos.
Em relação às regiões, o Nordeste lidera as admissões, com 32,4 mil vagas a mais. O Centro-Oeste, por causa da agricultura, teve redução de 13,1 mil postos.
Desemprego IBGE
O Caged mostra o volume de criação de empregos formais no país, aqueles com carteira assinada. Já o IBGE informa também o volume total de brasileiros desempregados, considerando tanto a atividade formal quanto a informal.
Segundo o instituto, a taxa de desemprego chegou ao menor patamar da série histórica em novembro, caindo para 4,6%.
A razão disso, contudo, não foi a expansão dos ocupados, mas a saída de pessoas do mercado de trabalho. Houve a migração de um número expressivo de trabalhadores para a chamada inatividade. Na comparação com novembro do ano passado, são 801 mil pessoas a mais sem trabalhar ou buscar uma vaga.
Em relação aos dados do Caged, há preocupação com a chamada rotatividade dos trabalhadores que é quando quando os empregados ficam por pouco tempo nas empresas são demitidos para ter acesso a benefícios sociais. Segundo o ministro, há uma comissão analisando medidas para coibir fraudes no acesso aos benefícios.