A Prefeitura de Campo Grande busca recuperar a maior parcela possível de 110 projetos já aprovados e que estavam travados na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e do Agronegócio (Sedesc), segundo matéria publicada hoje (16) no jornal Correio do Estado. Os investimentos totalizam cerca de R$ 1 bilhão com estimativa de 8 mil empregos, segundo informou o titular da Sedesc, Edil Albuquerque. Nesta semana, será encaminhado para a Câmara Municipal o primeiro lote de projetos de lei referentes a 18 empreendimentos. “Estamos ligando para os empresários, chamando-os de volta. Alguns, percebendo as mudanças na prefeitura, têm nos procurado espontaneamente”, conta Albuquerque. Ele acredita que, no período de dois meses, a equipe da Sedesc entre em contato com todos os empreendedores que estão à frente dos projetos que estavam parados na secretaria.
A interrupção do trâmite de concessão de benefícios, previstos no Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes), foi provocada pelo não encaminhamento à Câmara Municipal de projetos de lei referentes às cartas-consultas já aprovadas. Esse procedimento, previsto na Lei Complementar 206/2012, não foi colocado em prática durante o ano passado. Com isso, o volume acumulado de projetos, com aprovação desde 2011, chegou a 110.
Conforme a reportagem de Osvaldo Júnior, a situação deixou os empresários inseguros e alguns deles desistiram de investir em Campo Grande. É o caso da rede de lojas Gazin, que dependia apenas do encaminhamento de projeto à Câmara e aval dos vereadores, para construir, na Capital, um centro de distribuição com investimento estimado de R$ 20,5 milhões e criação de 180 empregos. Com a demora no processo de concessão de benefícios, a empresa acabou construindo o empreendimento em Nova Alvorada do Sul.