A prefeitura de Três Lagoas tem desprezado a crise financeira deflagrada pelo calote de R$ 100 milhões aplicado pelo consórcio UFN-3, contratado para construir a partir de 2011 a fábrica de fertilizantes da Petrobras. Metade da dívida, ou seja, R$ 50 milhões, deve ser paga a empresários do município que prestam serviço na obra. As informações são do jornal Correio do Estado.
A publicação informa que a Petrobras reconheceu a dívida, mas disse que paga em dia o consórcio, integrado por duas empresas brasileira e uma chinesa.
O secretário municipal de Receita e Assuntos Governamentais da prefeitura de Três Lagoas, Walmir Marques Arantes, disse ontem que “não há nenhum impacto na arrecadação do município em relação a dívida da UFN-3” e que “inclusive o consórcio iniciou o pagamento de parte da conta”. Arante afirmou ontem que, enquanto durar a obra o consórcio está isento de tributos com o ISS (Imposto Sobre Serviços).
Já a assessoria de imprensa da Petrobras, informou que está “rigorosamente em dia com suas obrigações contratuais e financeiras junto ao consórcio UFN-3”. Ainda conforme a nota, a Petrobras “tem conhecimento dos débitos do mesmo com os seus fornecedores”.
A matéria é assinada por Gisele Mendes, de Três Lagoas, e Celso Bejarano, de Campo Grande.