De olho no diferencial que o saber uma segunda língua proporciona no mercado, egressos de universidades, recém-formados ou mesmo profissionais com mais tempo de carreira vêm optando em voltar às salas de aula das escolas de idiomas de Campo Grande e já respondem por mais da metade da demanda atendida na Capital, levando o segmento a criar metodologias de atendimento personalizadas.
Somente na rede Wizard, com dez unidades na cidade, a média de clientes em idade adulta, na qual se encaixa este perfil de cliente, varia entre 50% e 70% dos estudantes matriculados, dependendo de onde a escola está localizada. “Enquanto nos bairros a proporção é quase a mesma, por causa das crianças e adolescentes que moram próximos do local, nas escolas do centro muda o perfil, porque quem procura são as pessoas que saem diretamente do trabalho, do estudo”, explica Patrícia Magpali Robertson, a mais antiga franqueada da rede Wizard.
A língua inglesa ainda representa a esmagadora preferência dos alunos campo-grandenses – 90% da demanda atendida, seguido pelo espanhol e os demais idiomas –, pela simples razão de ser item obrigatório para concorrer nas disputadíssimas vagas das empresas de renome do mercado, enquanto o terceiro idioma, apesar de bem-visto pelos empregadores, é opcional. “Hoje, temos programas como o Ciências sem Fronteiras, que expandiu imensamente a procura pelo inglês, então, não tem jeito, a necessidade de mercado ainda é a língua inglesa. Por isso, a pessoa está se dedicando a ele primeiramente”, avalia Patrícia, que é fluente em três línguas.
A reportagem de Daniella Arruda está na edição de hoje (7) do jornal Correio do Estado.