Com a disparada de preço, o quilo da carne bovina chega ao teto de R$ 72,4 no varejo de Campo Grande. O valor – que corresponde a 10% do salário mínimo (R$ 724) – reflete o cenário atual do mercado da carne, caracterizado pela redução de oferta (com queda do volume de abates) e alta de preços – em um ano, a arroba do boi gordo subiu 21% (de R$ 101 a R$ 123) e deve, ainda neste mês, aumentar mais, chegando a R$ 125.
Com os R$ 72,4, o consumidor paga pelo corte especial de um quilo de picanha. No estabelecimento que pratica esse valor, a mesma carne custava, no mês passado, R$ 69 – variação de 5%. Em outro açougue, que também trabalha com cortes nobres, o quilo da picanha subiu de R$ 55 para R$ 57,88 – alta de 5,2%.
Mas não é apenas nos estabelecimentos que comercializam carne com cortes nobres que o alimento está mais caro. A alta é geral. Conforme apurado pelo Correio do Estado, a picanha lidera os valores salgados em diferentes tipos de açougues, com ou sem corte especial. Em todos os casos, as fontes dos estabelecimentos disseram que o preço foi reajustado. A alta mais acentuada foi de 19,44% (de R$ 35,99 para R$ 42,99).
A reportagem de Osvaldo Júnior está publicada na edição deste domingo (21) do jornal Correio do Estado.