Os quatro residenciais abandonados pela incorporadora imobiliária mexicana Homex em Campo Grande devem ser concluídos somente na segunda quinzena de novembro, com um atraso de quase três meses em relação à última estimativa de prazo anunciada pela Caixa. Com um total de 272 apartamentos, três deles estão com 100% das obras já concluídas, segundo informações da VBC Engenharia, empresa contratada pelo banco para assumir as obras na Capital, faltando somente serviços de infraestrutura interna e acabamento no último. Depois de entregues à Caixa, caberá ainda à instituição financeira providenciar a regularização da documentação dos imóveis e expedição do habite-se para finalmente fazer a entrega das chaves aos proprietários.
O Correio do Estado esteve ontem no local das obras, constatando que dois dos condomínios, o Cuiabá e o Bem-Te-Vis, já estão prontos e fechados. No Amoreiras, também em obras bastante adiantadas, operários fazem serviços de acabamento na área externa do empreendimento. É no Residencial Águas que se concentra a maioria das frentes de trabalho — boa parte da pintura externa, por exemplo, ainda falta ser feita nos blocos do condomínio. Outra obra executada pelos trabalhadores é a construção de calçada, meio-fio, canteiro e recuperação de asfalto entre os residenciais.
De acordo com informações do diretor-técnico da VBC Engenharia, Orestes Jorge Corrêa, este serviço é fruto de outro contrato firmado no mês passado e com duração de 90 dias, mas há a expectativa de que o prazo seja antecipado, com entrega até o fim de novembro. Ao todo, há 60 funcionários trabalhando nos blocos e nos serviços de infraestrutura externa dos condomínios.
Ainda conforme o diretor- técnico da construtora, o motivo do atraso no cronograma é o mesmo constatado desde que a VBC assumiu os condomínios abandonados pela Homex, em janeiro deste ano: a grande quantidade de “retrabalho”. São fissuras nas paredes, instalações hidráulicas comprometidas, obrigando as equipes a quebrar paredes para entupimentos e até tubulações de esgoto cheias de concreto, situações que precisaram ser sanadas no decorrer das obras. Somente na conclusão dos conjuntos Cuiabá e Bem-Te-Vis, por exemplo, esses contratempos causaram um atraso de dois meses no prazo previsto.
A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje (28) do jornal Correio do Estado.